Educação, valorização, libertação dos homens

Paulo Freire nos exorta:

“O radical, comprometido com a libertação dos homens, não se deixa prender em círculos de segurança, nos quais aprisione também a realidade. Tão mais radical, quanto mais se inscreve nesta realidade para, conhecendo-a melhor, poder transformá-la. Não teme enfrentar, não teme ouvir, não teme o desvelamento do mundo. Não teme o encontro com o povo. Não teme o diálogo com ele, de que resulta o crescente saber de ambos. Não se sente dono do tempo, nem dono dos homens, nem libertador dos oprimidos. Com eles se compromete, dentro do tempo, para com eles lutar.”

Vivemos um tempo de total descomprometimento com a libertação dos homens, porque a esses homens estão negando o direito à educação, ao conhecimento sistematizado, direito de crescer enquanto cidadãos. Nossas escolas permaneceram com as portas fechadas, as salas de aulas vazias, e os professores nas ruas, nas praças, nas barracas, marchando em luta pelos seus ideais, caminhando em centenas e milhares de educadores, em busca do diálogo, de respeito, valorização profissional e melhoria da qualidade do ensino para as escolas do Paraná.

Estamos vivendo um novo tempo? Que tempo é esse? Tempo de transição?

“Não há transição que não implique um ponto de partida, um processo de chegada. Todo amanhã se cria num ontem, através de um hoje. De modo que o nosso futuro baseia-se no passado e se corporifica no presente. Temos de saber o que fomos e o que somos, para sabermos o que seremos” (Paulo Freire), Esse tempo é o agora, depende do que acontece hoje, o que se decide hoje, por meio do diálogo franco, aberto, respeitoso, sincero e honesto. A transição implica envolvimento, comprometimento com a transformação do ser humano, que também transforma o mundo.

Parar para sentar e discutir os caminhos dos educadores e da educação junto aos governantes é, portanto, um processo de mudança, de reflexão e de partida, e também um processo de chegada, porque é fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática.

Esse é o tempo que vivemos. Transição, lutas, reflexão, ação.

Tempo de renovação e de esperança.

 

A equipe da Pastoral da Educação da Arquidiocese de Curitiba, expressa a nossa admiração e reconhece o valor imensurável da missão do ser educador. Tornamo-nos solidários na busca pela valorização profissional e melhoria da qualidade do ensino para as escolas do Paraná.

 

 Cássia Estela Kropzake Bichibichi

Pedagoga da rede estadual do PR 

Pastoralista da Pastoral da Educação.

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