Festa de Pentecostes dia 24

No dia 24 de maio, é a festa de Pentecostes, Espírito Santo, a terceira pessoa da Santíssima Trindade.

Foi o próprio Cristo que prometeu  aos Apóstolos o Espírito Santo.

“Rogarei ao Pai  que  enviará em meu nome o Espírito Santo e  vos ensinará e vos recordará tudo o que Eu vos disse” (Jo. 14, 24 – 26).

Os Apóstolos, durante a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, esqueceram tudo o que Ele lhes ensinou, durante três anos. Todos o abandonaram e fugiram (Mt. 27, 49, 56,70).

No dia de Pentecostes, “todos cheios do Espírito Santo começaram a falar em outras línguas, e todos os entendiam” (At. 2, 4 – 14 e seg.).

O Espírito Santo continua falando na Igreja Católica fundada por Jesus Cristo.

“Sem o Espírito Santo, Deus Pai estaria longe, Cristo ficaria no passado, o Evangelho uma letra morta, a Igreja uma  simples organização, a autoridade uma dominação, a missão  uma propaganda, o culto uma evocação, o agir do homem uma moral de escravos mas com o Espírito Santo, Cristo Ressuscitado está presente, o Evangelho é a potência de vida, a  Igreja comunhão, a autoridade serviço, a missão ação divina, a  Liturgia memorial do sacrifício de Jesus e o agir humano é deificado” (Inácio de Laodiceia).

O Espírito Santo está presente na Igreja de dois modos: nos sacramentos e nos carismas.

O Espírito Santo atua  nos sacramentos em dois sentidos. A Teologia da Igreja sempre distinguiu dois efeitos dos  sacramentos. O primeiro é operado por si mesmo, independente de quem o administra e o recebe, pela própria força, pode-se dizer automaticamente. Chama-se “ex opere operato”. Para entender melhor, um exemplo é a própria eucaristia. Pouco importa se o celebrante tem fé ou não, se está na graça santificante ou em pecado grave.

Aconteceu no passado e acontece no presente, reduzindo o sacramento a um  rito mágico.

O segundo sentido depende das disposições de fé, de graça santificante  de quem  administra e recebe o sacramento. Esse sentido é chamado “ex opere operantis”.

É sempre o Espírito Santo que assegura o equilíbrio entre um e outro sentido, como se o sacramento “ex opere operato” fosse um rito mágico e o segundo, “ex opere operantis”, tivesse o risco de reduzir os sacramentos, como se tudo dependesse do homem, chegando a negar a ação  do Espírito Santo no sacramento.

É preciso entender bem os dois sentidos: a ação divina do sacramento e as disposições de quem o administra e o recebe.

Outra presença do Espírito Santo na Igreja é nos carismas. O carisma é a manifestação particular do Espírito Santo dada a uma pessoa para a utilidade comum.

São Paulo, na Carta aos Coríntios, define bem o que é um carisma conferido pelo Espírito Santo para utilidade comum da Igreja. (1 Cor. 12, 8 – 11).

Deve haver uma harmonia e reciprocidade entre os  sacramentos e os carismas.

O Concílio Vaticano II afirma que os mais  eminentes, quer os mais simples, devem ser acolhidos com gratidão e consolação (Lumen Gentium  12).

Hoje quero citar apenas alguns carismas na Igreja: Communione e Liberazione, Opus Dei, Neo-Catecumenato (Caminho), RCC (Renovação Carismática Católica),  Schoenstatt,  Focolarinos, Comunidade de Vida Santa Cruz.

Nesta festa de Pentecostes, que cada um de nós invoque as luzes do Espírito Santo para sentir e viver sua presença nos sacramentos e nos carismas.

 

Dom Pedro Antônio Marchetti Fedalto

Arcebispo Emérito de Curitiba

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