Tudo o que somos e temos, recebemos do Deus que professamos: Criador do Céu e da Terra

Diácono P. Bento Scandian

logo-dizimo-2016É da essência do ser humano ofertar a Deus seus bens e sacrifícios. Encontramos essas ações antes mesmo da Lei mosaica, que tornou a prática do dízimo e da oferta uma norma jurídica para o povo hebreu.

Abel e Caim tomaram essa iniciativa de forma espontânea, fazendo uma oferta a Deus (cf. Gen. 4,3-4); também Noé após o dilúvio (Cf. Gen. 8,20-2); Abraão ao retornar da batalha, após derrotar codorlaomor (Cf. Gen. 14,17-20); Jacó faz promessa a Javé (Cf. Gen. 28,20-22).

O fundamento bíblico do dízimo, como norma jurídica, é encontrado inicialmente em Levítico. 27,30: “Todos os dízimos da terra, tomados das sementes do solo ou dos frutos das árvores são propriedade do Senhor: é uma coisa consagrada ao Senhor.”

No antigo testamento, a tribo de Levi não recebeu herança como seus irmãos. Recebeu, porém, a décima parte de todos os ganhos colhidos de suas posses, ou seja, os dízimos dos seus irmãos. “Quanto aos levitas, dou-lhes como patrimônio todos os dízimos de Israel pelo serviço que prestam na tenda de reunião. (…) São os levitas que farão o trabalho na tenda de reunião e que levarão a responsabilidade de suas faltas: esta é uma lei perpétua para todos os vossos descendentes. Eles não terão herança no meio dos israelitas, porque lhes dou como herança os dízimos que os israelitas tomarem para o Senhor. Eis porque declaro que eles não possuirão herança alguma no meio dos israelitas” (Num. 18,21.23-24).

Encontramos ainda a passagem: “Dirás aos levitas: quando receberdes dos israelitas o dízimo que vos dei de seus bens por vossa herança, tomareis dele uma oferta para o Senhor: o dízimo do dízimo” (Num 18,26). Podemos imaginar que isso hoje representa a necessidade que as paróquias têm para com a Igreja Particular (Diocese) de entregar o dízimo dos dízimos, ou seja, a décima parte dos dízimos e das ofertas recebidos em suas paróquias e comunidades.

No novo testamento, Jesus não aboliu a prática do dizimo, porém o aperfeiçoou: “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia, a fidelidade. Eis o que era preciso praticar em primeiro lugar, sem contudo deixar o restante” (Mt 23,23).

Concluindo esse breve relato, e para os paroquianos que estão ainda temerosos em contribuir com o dizimo em suas paróquias, lembro a palavra de S. Paulo na carta aos Coríntios: “Convém lembrar: aquele que semeia pouco, pouco ceifará. Aquele que semeia em profusão, em profusão ceifará. Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama o que dá com alegria. Poderoso é Deus para cumular-vos com toda a espécie de benefícios, para que tendo sempre e em todas as coisas o necessário, vos sobre ainda muito para toda espécie de boas obras. Como está escrito: Espalhou, deu aos pobres, a sua justiça subsiste para sempre” (II Cor 9,6-11) “Aquele que dá a semente ao semeador e o pão para comer, vos dará rica sementeira e aumentará os frutos da vossa justiça. Assim, enriquecidos em todas as coisas, podereis exercer toda espécie de generosidade que, por nosso intermédio, será ocasião de agradecer a Deus” (Sl 111,9).

Especial Mês do Dízimo

Durante todo o mês de julho, os homens e as mulheres de fé são convidados a meditar sobre a responsabilidade e a participação na comunidade através do reconhecimento da partilha e devolução do Dízimo. Por isso nesta edição apresentamos artigos sobre o tema. Acompanhe nesta página artigo de Fundamento Bíblico-Teológico.

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