Corpus Christi 2018: confira fala do coordenador arquidiocesano dos MESCs na sessão solene na ALEP

Diversas novidades giraram em torno da solenidade de Corpus Christi em Curitiba neste ano de 2018. O evento foi inserido no calendário oficial do Paraná e do município, houve a vigília eucarística na véspera e o dia da solenidade reuniu mais de 100 mil pessoas celebrando Jesus presente na Eucaristia.

Neste ano, também houve uma sessão solene na Assembleia Legislativa do Paraná, proposta pelo deputado Evandro Araújo, em que a Arquidiocese foi homenageada pela realização do Corpus Christi. O coordenador arquidiocesano dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, Luiz Antônio Lenzi, foi um dos teve fala na sessão. Confira a seguir a fala dele, direcionada aos MESCs:

luiz-lenzi

 

“Poucas palavras resumem o sentimento deste bicho do paraná, filho da ‘terra do leite quente’, para este momento que estou vivendo, em que dirijo algumas palavras a vocês. Por falta de criatividade de minha parte, escolhi duas: orgulho e honra.

Orgulho e honra de ser filho deste estado do Paraná, desta cidade de Curitiba e de ser filho de Deus Pai, que está no meio de nós, caminha conosco e que, podemos ter certeza, estará conosco até o fim dos tempos.

Quis este mesmo Deus que, na primeira vez em que venho falar nesta Casa, estou representando os leigos de nossa Arquidiocese de Curitiba como Coordenador Arquidiocesano dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, que possuem como carismas principais a Adoração ao Santíssimo Sacramento e o atendimento aos doentes, idosos e os mais necessitados.

Hoje, somos 7.463 ministros em nossa Arquidiocese – servidores e seguidores do Reino de Deus neste solo paranaense. Quero, neste momento, render minha homenagem de gratidão a todas e todos os MESC’s atuantes e não atuantes de nossa Arquidiocese. Se somos o que somos hoje, é graças a cada um de vocês. Nossa eterna gratidão.

Fiquem certos de que também seremos eternamente gratos a este estado do Paraná por inserir a Solenidade de Corpus Christi como evento oficial do estado. Estado este que deve ser verdadeiramente laico, Estado de muitas cores, muitas raças, muitos credos, mas que não pode deixar passar em branco a fé, os valores e o trabalho de seu povo – fé, valores e trabalho que certamente construíram e tornaram este solo motivo de orgulho para todos nós e de inspiração para o mundo.

O Papa Francisco, em um de seus recentes pronunciamentos, nos lembrou de que devemos ter a convicção de que a Eucaristia é o sinal vivo do Amor de Cristo, que deu sua vida por nós para que permanecêssemos unidos no amor, mandamento maior que Ele nos deixou.
A Solenidade de Corpus Christi, para os que creem, não é somente um feriado, dia em que se confeccionam tapetes coloridos nas ruas, por onde passa uma procissão. Corpus Christi é a certeza de que Deus caminha com o seu povo, fortalecendo a caminhada de cada um de seus filhos. É nosso testemunho público da veneração à Santíssima Eucaristia.

Tenham plena certeza, nossos governantes e todos nós aqui presentes: somos o povo eleito de Deus, somos os seus filhos amados. Certamente, os dons do Espírito Santo de Deus é que nortearão nossas decisões e atitudes para assim darmos nosso testemunho fiel de adesão ao seu projeto de amor.

Estamos convictos de que aqueles que aceitam participar da Mesa da Comunhão tornam-se responsáveis pelo seguimento do projeto de Deus, assumindo as responsabilidades que nos cabem: como leigos, religiosos, administradores públicos e profissionais que exercem os mais variados dons concedidos por Deus. O próprio Jesus deseja ardentemente que a cada momento de nossas vidas participemos com Ele da mesma mesa.

Fica aqui o nosso desejo de que cresça em cada um de nós, filhos deste chão paranaense, o ardente desejo de fazermos a vontade de nosso Pai. De instalarmos neste mundo tão conturbado, e às vezes desumano, um projeto de amor. Mas amor em plenitude. Começando por nossa cidade e nosso estado, devemos semear em cada coração sementes de justiça, de paz, de igualdade e de fraternidade, para que nunca se faça distinção de pessoas, muitas vezes excluídas de seus direitos mais elementares pela cor da pele, pela classe social, pelo credo que professam e tantas outras convicções pessoais que muitas vezes não respeitamos.

Não esqueçamos que todos nós somos filhos do mesmo Deus e, se acreditamos verdadeiramente na presença real de Cristo na Eucaristia caminhando conosco, precisamos fazer crescer em nossos corações o sentimento e a consciência de que o futuro da humanidade e do nosso povo depende do nosso discernimento em nossas decisões e atitudes.

O ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, tem fome, fome de pão – o pão da justiça, da igualdade, da fraternidade, da dignidade: o pão do amor.

Este pão é Jesus!
Que Deus nos abençoe!”

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