Arquidiocese proclama Ano Jubilar pelos 350 anos da primeira paróquia de Curitiba

catedral

Neste ano de 2018, a Paróquia Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba, comemora 350 anos de fundação. É a instituição mais antiga da cidade, fundada em 1668, 25 anos antes da própria oficialização da fundação de Curitiba, na época como Vila Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Atualmente a paróquia carrega o título de Catedral Basílica Menor e é patrimônio histórico, cultural e religioso de Curitiba.

Para marcar os 350 anos de fundação da primeira paróquia de Curitiba, e ainda pela passagem do aniversário de 125 anos na inauguração da igreja Catedral Basílica, o arcebispo Dom José Antônio Peruzzo proclamou Ano Jubilar em todo o território da Arquidiocese de Curitiba. “Em Curitiba, o culto a Nossa Senhora da Luz mescla-se à própria fundação do município”, afirma Dom Peruzzo no decreto (confira o decreto aqui).

seloO Ano Jubilar terá início em 8 de setembro de 2018, Solenidade de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, com missa na Catedral, e encerramento em 30 de setembro de 2019, aniversário de 125 anos da instalação da Diocese de Curitiba.

O primeiro evento oficial, porém, será realizado antes: em 12 de agosto a agência Filatélica dos Correios vai lançar, junto com a Catedral e a Arquidiocese, o Selo Postal do Ano Jubilar da Paróquia Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. O lançamento será realizado na missa celebrada por Dom Peruzzo na Catedral, às 10h. A escolha do selo foi realizada por meio de concurso.

Em 8 de setembro será realizada a Solenidade da Padroeira, marcando o início do Jubileu. A programação do Novenário Preparatório e da Solenidade da Padroeira você confere aqui. Ainda neste ano de 2018, deve ser inaugurado na Catedral um jardim com réplica da imagem da Padroeira (saiba mais).Mais novidades sobre o ano jubilar serão publicadas aqui.

Um pouco sobre a história da paróquia e a devoção a Nossa Senhora da Luz:

A escolha de Nossa Senhora da Luz como padroeira de Curitiba foi dos primeiros povoadores, especialmente do paulista Francisco Soares do Vale, membro de uma conhecida família de São Paulo, que teria se desentendido com o governador da Capitania e, vendo-se obrigado a fugir, veio parar nos campos de Curitiba e, depois de mandar trazer sua família, que veio acompanhada da família de Lourenço Rodrigues de Andrade, fez morada às margens do Rio Atuba, onde já estavam assentados alguns faiscadores do ouro de aluvião (buscado nos rios e riachos).

Junto do Atuba, surgiu a Lenda da Fundação de Curitiba, que conta que a imagem de Maria todos os dias amanhecia virada para onde hoje é a Praça Tiradentes. Os povoadores decidiram então se mudar para a região, pedindo ao Cacique Tindiquera, da tribo dos Tinguis, que lhe indicasse um local adequado. O cacique, então, fincou uma vara no chão, exclamando Core-etuba (“muito pinhão”), e ali os povoadores se organizaram, onde hoje é o marco-zero da cidade, construindo uma pequena capela dedicada à Virgem da Luz dos Pinhais por volta de 1654, onde se venerou a primeira imagem.

A primeira igreja foi fundada neste mesmo local em 1668. A pequena igreja deu lugar a uma construção maior para a Igreja Matriz, que foi concluída em 1721, que posteriormente foi demolida para dar lugar à atual Catedral, inaugurada em 1893.

(fonte: Revista Voz da Igreja – setembro/2018)