Especial mês das mães: Mãe de crianças autistas fundou grupo de apoio a famílias

No mês dedicado a Maria, arquidiocese lança depoimentos de algumas mães que superam obstáculos junto aos filhos

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Fernanda Rosa e sua Maria Clara. Foto: Bárbara Moraes

Maio é mês dedicado a Maria, Mãe de Jesus, que ao pé da Cruz deu-nos um exemplo de fortaleza, fé e esperança diante da angústia da cruz. Em homenagem às mães que também carregam seus fardos e, não raras vezes, pesadas cruzes, a Revista Voz da Igreja deste mês dedicou uma seção especial alguns depoimentos inspiradores. São mães que tiveram que lidar com a doença ou deficiência de algum filho e hoje inspiram outras mães para os obstáculos do dia a dia.

Acompanhe a seguir a história de Fernanda Rosa, mãe de crianças autistas que fundou um grupo de apoio a famílias:

“Todo mundo sabe quando nasce uma mãe, mas ninguém sabe quando nasce a mãe do autista”

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Esta frase é de Fernanda Rosa, uma das idealizadoras do Grupo Anjo Azul, que acolhe as famílias de autistas no Paraná. Nascido após o diagnóstico de autismo do filho de Fernanda, o Grupo Anjo Azul tem como missão cuidar de quem cuida.

Em geral, pensa-se no cuidado com a criança que exige atenção especial, mas a mãe acaba se vendo sozinha com suas angústias e sofrimentos. Muitas não resistem e acabam entrando em depressão profunda. É aí que ganha importância a escuta solidária, quando a mãe pode voltar a ser ela mesma e ver que não está sozinha. Juntas, podem cobrar do poder público políticas envolvendo os direitos reservados para seus filhos e suas famílias.

Marcelo, filho de Fernanda, teve o desenvolvimento considerado normal até dois anos de idade. Na época ela não tinha os conhecimentos que possui hoje, por isso não sabia que a ausência de fala, movimentos repetitivos e estereotipias são características de uma pessoa com autismo. Ela sabia que uma criança com deficiência na fala e atrasos no desenvolvimento é um sinal de alerta.

Quando os médicos deram o diagnóstico, Fernanda ficou sem saber o que pensar. Veio, então, uma nova fase: do luto para luta. “Nós somos como a Fênix, temos que renascer das cinzas e reconstruir os planos. É preciso deixar de lado tudo o que foi planejado e traçar um novo caminho”, afirma.

Fernanda tem 40 anos e é mãe de 5 filhos, entre biológicos e do coração, como ela diz. Dois são autistas: Marcelo, que está com 11 anos, e Maria Clara, com 7. “Essa é a minha missão desde que eu tive que renascer e me descobrir. E essa é a missão do agora Instituto Anjo Azul: levar informações corretas e sem custo para as famílias, com base na ciência, sem achismo, e na busca constante para uma vida digna e melhor. Porque não existe nada de nós sem nós”, enfatizou.
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A todas as mães que precisarem conversar e ter o apoio do Instituto Anjo Azul, seguem os contatos:

Instagram: @instituto_ anjoazul

Facebook: facebook.com/anjoazulpr

Whatsapp: (41) 99805-8685

 

 

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