Bem-Aventuranças dos educadores: mensagem da Pastoral da Educação

Santa Teresa de Ávila, a padroeira dos professores
Santa Teresa de Ávila, a padroeira dos professores

Lá se vão quase duas décadas do século 21, e vivemos tempos de crise: nas famílias, na sociedade e como reflexo, na Educação. Com a chegada de mais um 15 de outubro, dia dedicado aos educadores, poderíamos questionar se há motivos para comemorar. Como educadores cristãos esta questão merece reflexão. Afinal, buscamos ser agentes de transformação, e como ensina o Papa Francisco, é a alegria do Evangelho que enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus (Evangelii Gaudium). Ser alegre é sinônimo de ser feliz, e felizes e bem-aventurados são os educadores:

– Bem-aventurados por serem pessoas vocacionadas, que fizeram uma jornada pessoal de fé, escolhendo estar a serviço da vida, do estudo, da profissão. Suas ações transmitem credibilidade, pois são fruto de experiência eclesial e profissional, com a qual convivem de maneira convicta e consciente.

– Bem-aventurados porque puderam fazer uma escolha, optar pelo mundo da Educação, atuando no serviço educacional, verdadeiro ministério, não como um compromisso entre muitos, mas como doação da vida, que é sua resposta a um chamado para servir ao crescimento de seus irmãos. Em sua vida, educar é e será sempre uma experiência fascinante pois hoje, mais do que nunca, é preciso dedicar tempo e energia a fim de adquirir competências e habilidades cada vez mais qualificadas.

– Bem-aventurados porque são seres relacionais, capazes de relacionamentos discretos e intencionais: discretos, porque não substituem o Espírito e a responsabilidade daqueles que devem fazer suas próprias escolhas de maturidade; pró-ativos, porque despertam nas pessoas o encanto por estilos de vida mais coerentes e sublimes, exemplificados pelo testemunho de quem já trilhou uma parte da caminhada.

– Bem-aventurados por serem expressão de comunhão, não agindo isoladamente, mas como parte viva de uma comunidade que expressa sua responsabilidade educacional por meio deles. Em sua missão, mostram que não estão sozinhos nem agem de maneira solitária, mas que alcançarão seu objetivo no trabalho sendo parte de uma experiência comunitária maior, da qual recebem ajuda e apoio, assumindo também sua responsabilidade.
– Bem-aventurados porque sabem ouvir o Espírito Santo, pois como batizados, entregam ao Espírito a direção de toda ação educacional. Testemunham isso em suas palavras e ações quando, usando seus talentos, criam as condições adequadas para uma Educação libertadora.

– Bem-aventurados porque são testemunhas, pelo exemplo, da fé que comunicam, da Igreja da qual fazem parte, da comunidade educacional à qual pertencem. Para isso, comprometem-se em cuidar da fé, em crescer com as pessoas que lhes foram confiadas. Vivem intensamente a jornada de sua comunidade eclesial tornando-se eficazes agentes da Pastoral da Educação promovendo, articulando e organizando ações evangelizadoras no mundo da Educação, como sinais do Reino de Deus e, a partir da identificação com Jesus Mestre, auxiliando na construção de um ser humano fraterno, livre, consciente, comprometido e ético.

– Bem-aventurados por terem ao seu lado um Deus apaixonado, que vai ao encontro acalmando o coração, conforme diz no Livro da Vida (V 25,18) Santa Teresa, padroeira dos educadores e de quem a Igreja faz memória em 15 de outubro: “Não tenhas medo, sou eu e não te desampararei, não temas”.

* por Diácono Edilson da Costa – Assessor da Pastoral da Educação da Arquidiocese de Curitiba – especial para a Revista Voz da Igreja – out/2019

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