Equipes de liturgia e canto em preparação para o Ciclo do Natal

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Equipes de liturgia e canto de diversas paróquias e comunidades da Arquidiocese de Curitiba participaram no dia 9 de novembro de encontro especial de preparação litúrgica dos tempos do: Advento, Natal e Comum. O encontro, promovido pela Comissão Litúrgica da Arquidiocese, ocorreu na Paróquia Divino Espírito Santo. Proporcionou reflexões importantes sobre a preparação zelosa da Liturgia desde o início deste novo ano litúrgico, que inicia com o Advento e com ele vêm as expectativas e os preparos: tudo para que o Menino Deus sinta-se amado e cuidado.

Confira a seguir fotos de como foi o encontro e acompanhe também, logo abaixo, artigo da Comissão Litúrgica sobre a importância e da preparação litúrgica para vivenciar cada tempo!

Um Novo Tempo: preparar para vivenciar!

Por João Eduardo, Jackson, Silviane e Pe. Mario Barão – Comissão Litúrgica

Você já deve ter presenciado a chegada de um novo membro na sua família ou na família de amigos próximos. Os pais, ao saberem que serão pais, já começam ali todos os preparativos e, com eles também vêm as expectativas. Desde como será o rostinho até como o bebê será quando for adulto, tudo é imaginado e projetado.

O quarto vai tomando forma e cada detalhe é pensado com muito cuidado oferecendo o melhor para o recém-nascido, na ânsia de fazê-lo sentir-se o mais amado e protegido por todos. E, aos poucos, familiares e amigos também vão acompanhando este caminho: nove meses de ansiedade, expectativas e preparos.

Talvez você não ainda não tenha percebido, mas o mesmo não ocorre com a comunidade no Ciclo do Natal? A Igreja inicia seu novo Ano Litúrgico com o Advento e com ele vêm as expectativas e os preparos: tudo para que o Menino Deus sinta-se amado e cuidado.

Mas aqui é necessária uma atenção especial. Ao passo que tudo é preparado para a chegada do Menino Jesus para que Ele “sinta-se bem”, é imprescindível preparar tudo com zelo e cuidado para que a COMUNIDADE possa vivenciar este momento da melhor forma, com espiritualidade profunda. Portanto, tudo é pensado, planejado e estudado. A Liturgia por si só caminha de forma mistagógica conduzindo a comunidade, dentro de todo o Ano Litúrgico, a celebrar os mistérios de Cristo.

Se de um lado, todo o externo contribui com tal vivência, como os símbolos e as cores dos tempos, por outro o interno também carrega a mesma responsabilidade. Leituras devem ser bem preparadas e interpretadas. Uma boa articulação das palavras, respiração pausada e pontuação respeitada darão sentido aos textos proclamados.

Tal como é a preparação para a chegada do recém-nascido é a preparação zelosa para com a Liturgia, em todos os tempos. Por outro lado, os cantos também devem ter o mesmo sentido. Eles não abrilhantam a Liturgia, dão sentido a ela. Por isso, devem estar estritamente ligados aos textos proclamados na Liturgia da Palavra bem como às orações que compõe o rito. É importante que sejam bem ensaiados, com melodias que a comunidade tenha conhecimento e sejam de fácil aprendizado. Portanto, preocupe-se com os cantos litúrgicos que contribuem com o rito levando a assembleia a rezar com o canto, não apenas cantá-lo porque “é bonito”.

Por fim, viva o Ano Litúrgico. Preparações, reuniões, ensaios acontecem e neles também está a vida da Igreja. Porém se não forem oportunidades de encontro, do encontro com o outro, com o próximo, serão apenas preparações, reuniões e ensaios que tenuemente podem resultar em meros espetáculos.

O centro da Liturgia é o Cristo e é Ele quem aparece. Não o Cristo de gesso em forma de menino de Jesus, mas o Cristo que é a Palavra e é a Eucaristia.

Preparemo-nos e vivenciemos a Liturgia!

 

 

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