No Dia Mundial das Comunicações Sociais, programa de TV abordou desafios diante da pandemia

O papel dos comunicadores da Igreja durante a pandemia do coronavírus e o possível legado deste processo foram temas centrais do programa de TV exibido ontem, 24 de maio, na Rede Evangelizar de Comunicação, em celebração ao 54º Dia Mundial das Comunicações Sociais (DMCS). Para o programa, a TV contou com a parceria da Comissão de Comunicação da Arquidiocese de Curitiba.

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Tomando como inspiração a mensagem do Papa Francisco para o DMCS – sobre a necessidade de contarmos boas histórias para fixar na memória – os convidados do programa de TV apresentaram análises sobre a Comunicação Social na Igreja neste período. “As paróquias, os padres, os agentes de Pastorais da Comunicação e outros envolvidos com a comunicação tiveram que se reinventar muito rápido. Foi um salto de no mínimo uma década em nosso processo de digitalização das comunicações e de interconexão. Certamente vamos sair mais sábios e mais experientes”, comentou o Padre Reginaldo Manzotti, presidente da Associação Evangelizar é Preciso, que participou como um dos debatedores no estúdio. Junto a ele estiveram o Padre Luiz Kleina, coordenador da Comissão de Comunicação da Arquidiocese de Curitiba, e Elineia Ávila, coordenadora de comunicação e marketing da Província Marista Brasil Centro-Sul. A apresentação foi realizada pelo jornalista Odilon Araújo.

Com a realização de missas sem público presencial grande parte dos padres que ainda não usavam redes sociais em todo o Brasil passaram a ter que usá-las de uma hora para a outra, como lembraram os participantes. A importância dos agentes das Pastorais de Comunicação (PASCOM) neste período foi enaltecida pelos convidados no estúdio, que os apontaram como fundamentais para manter os católicos unidos mesmo em casa. “Recebi tantas fotos de pessoas em celebrações de famílias em suas casas e isso é um sinal de que podemos estar juntos, valorizando quem estamos convivendo em nosso dia a dia”, afirmou o Pe. Kleina. Em uma das análises sobre este assunto, o Padre Manzotti ressaltou que a vida sacramental em comunidade não será substituída, mas a agilidade dos meios de comunicação e das diversas PASCOM foram respostas importantes.

Muito além de uma resposta apenas da Igreja, a pandemia obrigou as relações sociais a mudanças radicais. “Nós percebemos um aumento da necessidade de informações, muitas pessoas passaram a interagir mais nas redes sociais, suprindo de alguma forma a necessidade de interação, mas não totalmente. Um abraço por exemplo, não tem como substituir”, destacou Elineia ao comentar sobre as mudanças que atingiram a todos.

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O possível legado deste período foi muito debatido. “Um passo fundamental que precisamos tomar é de qualificar a comunicação pastoral em paróquias e comunidades. Precisamos qualificar mais nossos agentes de PASCOM e investir em equipamentos e no processo de comunicação. É preciso ir ao encontro destas pessoas, valorizando e qualificando, pois são muitos voluntários”, enfatizou o Padre Kleina, citando o exemplo da Escola Itinerante de Comunicação em andamento na Arquidiocese de Curitiba.

O programa contou com participações de convidados por meio de vídeos: o Presidente da Comissão para a Comunicação da CNBB, Dom Joaquim Mol, o Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba, Dom José Antonio Peruzzo, os jornalistas Sandro Dalpícolo e Dulcinéia Novaes, que atuam há mais de 30 anos na RPC, afiliada da Rede Globo no Paraná, o coordenador da PASCOM Nacional, e a ala jovem da Igreja Católica no Brasil, representada pelos Jovens Conectados, Comunidade Shalom e Rede Missão Youcat.

Temas como a intolerância nas redes sociais, fake news, a necessidade e os métodos de evangelização pela comunicação, o papel das TVs Católicas, as angústias da população em meio à pandemia e a solidariedade neste período foram alguns dos assuntos abordados no programa. “Precisamos levar a informação correta, séria e transparente. Precisamos mostrar a gravidade da situação, incluindo o número de mortos. Mas a gente também deve contar boas histórias das pessoas que levam solidariedade, pois todos nós, comunicadores, podemos estimular bons exemplos, reconhecendo e dando apoio a quem ajuda ao próximo. Esse momento vai passar sim e nossas boas histórias vão ajudar a reconhecer no outro um irmão”, comentou o jornalista Sandro Dalpícolo em seu vídeo de participação no programa.

A mensagem de solidariedade e de reconhecimento dos valores de união que as boas histórias proporcionam foram destacadas em diversos momentos no programa. Confira abaixo o programa na íntegra:

 

Após o programa, foi celebrado no Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba, missa pelos Comunicadores, presidida pelo arcebispo de Curitiba, Dom José Antonio Peruzzo  e concelebrada pelos padres Luiz Alberto Kleina e Reginaldo Manzotti. A missa também foi transmitida pela Rede Evangelizar de Comunicação.

Confira fotos do Programa e da Missa:

Fotos: Evandro Sendeski

 

 

 

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