“Tenho lições de vida todos os dias”: voluntária fala sobre ação com população em situação de rua

Foto: Joka Madruga/ Pascom Bom Jesus dos Perdões
Foto: Joka Madruga/ Pascom Bom Jesus dos Perdões

“Desde que comecei meu voluntariado junto à população em situação de rua, tenho tido verdadeiras lições de vida todas as semanas”. A frase é da professora Gisele Domingues, uma das voluntárias na ação solidária da Igreja junto à população de rua, denominada “Mesa Fraterna”. A ação é coordenada pela Pastoral do Povo de Rua, Paróquia Bom Jesus dos Perdões e Dimensão Social da Arquidiocese de Curitiba, e envolve ações assistenciais às pessoas que vivem nas ruas. Entre as ações está o preparo e distribuição diária de lanches.

Para Gisele, o voluntariado mudou seu dia a dia: “Hoje eu passo pelas ruas e tenho um outro olhar para as pessoas que estão nas ruas, às vezes paro, converso. É algo que passava desapercebido antes. É uma população invisibilizada pela sociedade, mas não deveria, pois são pessoas, seres de direitos”, diz ela.

Gisele (segunda da direita para esquerda) com outros voluntários. Foto: Joka Madruga/ Pascom Bom Jesus dos Perdões
Gisele (segunda da direita para esquerda) com outros voluntários. Foto: Joka Madruga/ Pascom Bom Jesus dos Perdões

Antes da pandemia, Gisele não tinha ainda envolvimento com qualquer trabalho pastoral. Viu nas redes sociais uma chamada para a ação voluntária com a população de rua no final de março e se sensibilizou. Começou e segue até hoje dedicando duas tardes por semana para a atividade, que inclui o preparo dos lanches, a distribuição e a organização de outras doações. “É uma organização muito boa, tudo tem um conhecimento por trás e nos envolvemos com todas as atividades”.

Perguntada sobre o porquê dela estar envolvida com esse trabalho, revelou a importância que tem o projeto para as pessoas atendidas e também para os voluntários: “São lições de vida que tenho todos os dias em que vou. Hoje dou muito mais valor a tudo na minha vida, pois é de tocar nosso coração quando vemos que o pouco que a gente faz significa muito na vida deles”, diz ela, completando: “Eles são muito agradecidos pela ação que fazemos, todas as vezes tem alguém que vem falar comigo e agradecer. Às vezes somos aplaudidos no refeitório por eles, isso emociona a gente”.

A ação precisa com urgência de mais voluntários

São necessários mais voluntários para este atendimento diário, realizado das 13h às 17h. Venha ser um apoio aos nossos irmãos que necessitam da nossa atenção, sobretudo neste contexto de maior vulnerabilidade.

Para as inscrições e outras informações sobre o voluntariado, favor entrarem em contato:

– com a Marcia (41) 99970 3691

– com a Flávia (41) 99509-8199

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