Tradicional bênção dos carros pelos Capuchinhos será nesta sexta

(texto extraído de http://www.capuchinhos.org.br. Autor: Frei Kleber Moresco)

Dia 08/01 na Avenida Manoel Ribas 966, os Franciscanos Capuchinhos estarão realizando a tradicional bênção, para veículos e pessoas.

Acontecerá das 6:00 até as 21:00 horas.

Haverá confissões na Igreja, e missa nos seguintes horários: 6:30; 8:30; 15:00; 19:00

Não esqueça:

– Venha de máscara, e traga seu álcool em gel;

– Não é necessário sair do seu veículo;

– A contribuição não é obrigatória.

Bênção em Curitiba

 

A tradicional bênção será nesta sexta, dia 8 de janeiro (Foto: www.capuchinhos.org.br)
A tradicional bênção será nesta sexta, dia 8 de janeiro (Foto: www.capuchinhos.org.br)

O povo curitibano está habituado, na primeira sexta-feira do ano, a dirigir-se à Igreja Nossa Senhora das Mercês para receber bênção especial dos Capuchinhos ao seu veículo e também à sua família. Tanto os Frades quanto os voluntários se organizam com antecedência para atender da melhor maneira possível o povo que acorre até esse local.

Por que buscamos a bênção? Certamente aprendemos de nossos pais e educadores a evocar a proteção divina em momentos importantes de nossa vida e também sobre nós, sobre nosso trabalho e nossos bens. Quando devemos tomar uma decisão ou dar um passo importante na vida, invocamos Deus, pedindo a sua bênção. Somos criaturas e, por mais capacitados que somos, nos sentimos limitados e necessitados da proteção divina. Assim nos ensinaram nossos pais e assim nos sentimos com a própria experiência da vida.

Desde quando as pessoas sentiram esta necessidade especial em suas vidas? Se retomarmos a história, constataremos que os povos antigos evocavam seus deuses para se protegerem nos momentos de insegurança ou de incerteza. Tomando nossa Bíblia, constataremos que desde o início, a fonte e origem de toda bênção é Deus, bendito acima de tudo, o Deus de bondade, que fez todas as coisas para cobrir de bênçãos as suas criaturas e que sempre as abençoou, mesmo depois do seu primeiro pecado, exercendo a sua misericórdia.

Deus, de quem toda a bênção se origina, já naquele tempo concedeu ao ser humano, especialmente patriarcas, reis, sacerdotes, levitas, pais, que bendissessem seu nome com louvores e em seu nome cumulassem de bênçãos divinas as outras pessoas e as coisas criadas.

Pedir bênção para uma casa, um veículo, um doente, alguém que viaja, que vai assumir um trabalho, ou uma nova etapa da vida… é exprimir a nossa fé na presença amorosa de Deus e no seu poder. Com isso estamos demonstrando que acreditamos em Deus que é Pai e acompanha com interesse e amor a vida de seus filhos. Acreditamos que, pela ressurreição de seu Filho Jesus Cristo, o Espírito de Deus vem transformar o coração do homem e, através dele, de todas as realidades.

No entanto, ao pedirmos a bênção, não podemos aguardar como um a solução “automática” de nossos problemas, uma proteção quase que mágica, sem a nossa participação, o nosso esforço. Será necessário lembrar que Deus age no mundo também através de nós. Ao pedirmos uma bênção devemos nos colocar à disposição de Deus, prontos para ajudá-lo a realizar aquilo que se está pedido, dispostos para usar todas as coisas unicamente para o bem.

Na verdade, Deus dá sua bênção a nós, comunicando ou anunciando sua bondade. Nós bendizemos a Deus elevando louvores, dando graças, prestando o culto de piedade e obediência e abençoando outras pessoas, invocando o auxílio divino sobre cada um ou sobre o grupo reunido.

Sem dúvida, as bênçãos, como atos de bendizer, referem-se antes de tudo e, sobretudo a Deus, cuja grandeza e bondade exaltam. No entanto, porque comunicam benefícios divinos, elas visam às pessoas, que Deus governa e protege com providência.

Lembramos que as bênçãos não devem ser recebidas de forma supersticiosa: elas programam positivamente nossa mente para que tudo ocorra bem durante o ano. Somente a pessoa é que, na verdade, é abençoada, programada e comprometida em viver melhor a aliança com Deus, respeitando as leis da natureza.

Fr. Juarez De Bona

‍Autor:

Frei Kleber Moresco
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