Círio Familiar: sinal de Cristo na Igreja Doméstica

A venda do Círio Familiar nas paróquias tem se tornado comum nas semanas que antecedem a Páscoa. Mas afinal, por que devo ter um Círio Familiar em minha casa?

De acordo com o padre Ednilson de Jesus Dantas, MIC: “O Círio Familiar é uma forma de prolongar, em nossa casa, a presença do Círio Pascal da Igreja, que simboliza o Cristo Vivo que nos ilumina ao longo de todo o ano.”

Ele acrescenta: “É uma forma de visualizar aquela luz interior que sempre nos guia, nos ilumina e nos conduz. Portanto, ter o Círio Familiar é levar Cristo visível para casa e viver com Ele a ressurreição durante todo o ano, nos momentos de oração em família.”

O Círio Pascal

Para entender melhor o simbolismo do Círio Familiar, é importante saber que a palavra “círio” vem do latim “cereus”, de cera, o produto das abelhas. O Círio Pascal é aceso na Vigília Pascal e significa o Cristo, que é a Luz do mundo.

Tradicionalmente, a partir desta grande vela, os fiéis presentes nas igrejas também têm suas velas acesas e, com elas, renovam suas promessas batismais.

Durante as sete semanas do tempo pascal, período que se encerra com a Solenidade de Pentecostes, o Círio fica sobre uma elegante coluna ao lado do ambão da Palavra. Após esse tempo, ele também será utilizado nas celebrações do batismo, já que o sacramento significa o nascimento para uma nova vida.

Círio Familiar e oração

Portanto, nesta Vigília Pascal, leve o seu Círio Familiar na celebração para ser abençoado. Vivencie junto com o sacerdote, o rito da Bênção do Fogo e prepare o seu Círio Familiar com os cravos, que representam as cinco chagas de Cristo.

Então, durante o ano, quando estiver reunido com sua família para momentos de oração, acenda o Círio Familiar na certeza de que o Cristo, Luz do Mundo, estará presente naquele momento.

E caso você não tenha o Círio Familiar, não se preocupe! Basta levar uma simples vela para a missa do Sábado Santo e reservá-la para os momentos de oração em família durante o ano.

Círio familiar

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Por

Rubhia Morais

Jornalista e Coordenadora de Comunicação da Arquidiocese de Curitiba