4 movimentos da igreja para vivenciar a sua devoção mariana

A devoção mariana faz parte da vida e espiritualidade da Igreja. Desde os primeiros tempos da história da Igreja, Maria é venerada pelos cristãos com o título de Mãe de Deus, sob cuja proteção se refugiam. A partir do Concílio de Éfeso (421), o culto do povo a Nossa Senhora cresceu muito em veneração e amor, invocação e imitação.

São muitas as formas para praticar a devoção mariana, seja por meio da veneração; seja invocando a presença de Maria nos afazeres diários ou pedindo sua intercessão nas lutas da vida; seja pela imitação de suas virtudes… A Igreja Católica apresenta alguns movimentos marianos que podem nos ajudar a tornar esta devoção cada vez mais profunda e constante em nossa vida.

A seguir, listamos quatro movimentos marianos que podem ser encontrados nas diversas paróquias da nossa arquidiocese. Confira:

Legião de Maria 

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A Legião de Maria é uma associação de leigos católicos, sob a proteção e intercessão de Nossa Senhora e com aprovação da Igreja, que pela oração e pelo trabalho apostólico ativo, destina-se à evangelização e à santificação dos homens, para a glória de Deus. Para tornar essa missão possível, os legionários buscam também a santificação pessoal, a fim de se tornarem cada dia mais aptos a levar Cristo ao mundo.

Os legionários realizam trabalhos espirituais e de evangelização, e se reúnem semanalmente para trocar experiências e recarregar as energias com orações em torno do altar de Nossa Senhora. Para o legionário, a reunião é o lugar em que a Mãe Santíssima está à sua espera, e onde amigos verdadeiros e fiéis agrupam-se à sua volta. É um momento de partilha, de oração e de discussão de temas referentes à religião e à fé. Além disso, na reunião é que se fortalecem os laços do grupo, construído com amor fraterno e respeito, para que os membros possam contar uns com os outros na realização de seus trabalhos.

:: Cem anos da Legião de Maria

Terço dos homens 

A oração do terço por grupos de homens remonta à primeira metade do século 20, em que os maridos rezavam o terço para Maria pelas ruas enquanto aguardavam por suas esposas, participantes do movimento Schoenstatt.

Mesmo com relatos da a primeira metade do Século 20, o Terço dos Homens começou de maneira institucional ao final dos anos 90, entre as paróquias de cidades do Nordeste do país. Desde então, foi ganhando unidade entre as paróquias vizinhas até chegar ao Sudeste e ao Sul do país.

Então, para organizar melhor o segmento, o grupo Terço dos Homens – Mãe Rainha institucionalizou suas atividades, criando guias, hinos e diretrizes metodológicas para incentivar as mais diversas comunidades.

O Terço dos Homens costuma ser organizado em cada paróquia, com uma ou mais turmas com horário todas as semanas para a rezar os mistérios do Terço. Muitos grupos atingem grandes níveis de organização, integrando-se com os demais movimentos regionais e, não raramente, organizando eventos muito produtivos.

A missão do Terço dos Homens é resgatar, para o seio da Igreja de Cristo, homens de todas as idades, pois a presença masculina na Igreja é imprescindível para a formação da família e da sociedade cristã

Capelinhas 

logo-capelinhasO Movimento das Capelinhas difunde o culto familiar prestado a Deus por intermédio de Maria, renovando e atualizando a peregrinação da “Jovem de Nazaré, de casa em casa com a missão de levar Cristo aos Lares”. A visita de Maria é sinal do amor benevolente de Deus. A presença da Capelinha é um importante momento para a família unir-se em oração, tornando-a verdadeira Igreja doméstica.

O Movimento das Capelinhas começou em 1888, no Equador, na cidade de Guayaquil. Quem iniciou o Movimento foi o Cônego José Maria Santistevan, da Congregação dos padres Claretianos que vendo, as dificuldades das famílias, o materialismo, a falta de fé entre os jovens, chegou à conclusão que a presença constante da Mãe de Jesus poderia ser uma solução. Começavam a nascer os principais objetivos do Movimento das Capelinhas: oração em família, diálogo e comunhão.

O Movimento das Capelinhas rapidamente espalhou-se pelo mundo, chegando ao Brasil na época da Primeira Guerra Mundial, em 1914 , na cidade de Belo Horizonte, MG. Em Curitiba, o Movimento teve seu início em 1937 na Paróquia do Imaculado Coração de Maria.

A ação pastoral do Movimento das Capelinhas tem como objetivo evangelizar as famílias, por meio da visita da imagem de Maria na Capelinha, propagando a devoção a Nossa Senhora e despertando as vocações sacerdotais e religiosas, incentivando-as espiritualmente e ajudando-as materialmente.

Mães que oram pelos filhos 

logo-maes-que-oramToda mãe, por graça de Deus, tem um pouco de Maria, que viveu por excelência o exercício da maternidade.

O Movimento Mães que Oram pelos Filhos tem como carisma a Restauração das Famílias pelo poder da Oração de Intercessão. É um chamado para que todas as mães, a exemplo de Maria, busquem no silêncio e na oração, cultivar a fé, ser fiel ao dom da maternidade que lhe foi concedido, vencer as dores, ser grata e saber rejubilar-se com as obras de Deus.

O movimento nasceu e cresce em obediência com a doutrina da Igreja católica. Os ensinamentos orientam a zelar pela unidade com as paróquias que o acolhem, cultivar Deus nos corações com o compromisso da evangelização para que Cristo seja presença viva na família e na sociedade, seguindo os passos de Maria, por meio da prática de oração, busca pelos sacramentos, obediência aos mandamentos e vivência da vida fraterna.

Nossa padroeira é Nossa Senhora de La Salette, uma mãe que chora por todos aqueles que lhe foram dados, já faz muito tempo ela sofre e intercede por todos os filhos do mundo.

A copadroeira é Santa Mônica, uma mãe que orou por seu filho durante anos, assim como as mães deste movimento intercedem pelos seus.

O Movimento Mães que Oram pelos Filhos tem cumprido sua missão de capacitar um exército de mães para promover atividade apostólica e a se colocar em batalha espiritual para salvação e restauração das famílias.

E nessa pedagogia de trazer as mães para rezarem para os seus filhos, elas mesmas foram o primeiro fruto, as primeiras a serem evangelizadas e restauradas e a anunciarem a Boa Nova no seu lar.

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Por

Setor de Comunicação da Arquidiocese de Curitiba