Boas Vindas aos novos Bispos

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Já era hora de ter mais bispos colaboradores no pastoreio da nossa Arquidiocese. Em outros tempos ela já pôde contar com três bispos auxiliares. Porém, em período breve ficou sem nenhum. Somos uma Igreja Metropolitana, de muitos pluralismos, com imensas demandas e complexidades. Temos aqui o que acontece em qualquer grande metrópole: as belezas, as tradições, as novidades, as criatividades, os cansaços, os desafio, as acomodações; as contradições…

Não me parece que os caminhos seriam planos se tudo fosse harmonia. Provavelmente seriam apenas superficiais. Todavia, se as complexidades e problemas se enumeram é preciso que se conjuguem as melhores forças face à magnitude da missão que nos incumbe como Igreja. E Dom Amilton Silva e Dom Francisco Cota chegam para somarem-se a um serviço eclesial e pastoral que requer a confiança do discípulo e a intrepidez do apóstolo.

O primeiro, Dom Amilton, já conhece nossa Arquidiocese. Atuou por aqui como padre. O outro, Dom Francisco, vem de Minas Gerais para se tornar um dos nossos. Nas várias vezes que com eles me encontrei os dois irradiavam grande alegria e afeição pela nova missão. Chegam somente com as pretensões dos servos. Estavam bem no ministério presbiteral. Não precisavam do episcopado para si mesmos. Mas acolheram a missão porque nossa Igreja precisou deles. Venham caminhar conosco, caríssimos Dom Amilton e Dom Francisco.

Com muita simplicidade digo que o ministério episcopal exige muito. A disponibilidade requerida quase que se apossa do sujeito. Paciência, reflexão, e até o silêncio, são como que requisitos quotidianos. Mas há também encantos, há gratificações interiores, há experiências de paz que nos fazem perceber que Deus está próximo e participa dos passos dos seus escolhidos. E isso se apresenta menos nos sucessos ou êxitos. Muito mais ao ver a entrega de muitos para à causa da evangelização, o interesse e gosto pela Palavra de Deus que se difunde pela Arquidiocese, o amor desprendido em favor das comunidades.

Pessoalmente, eu ficaria muito feliz se os visse bem integrados à dinâmica da vida pastoral na nossa Arquidiocese. Não se tratará apenas de entrosamentos e afinidades. Se bem interpretados, os textos bíblicos que podem inspirar uma correta interpretação da responsabilidade do bispo apontam para zelo, dedicação, gratuidade, pastoreio e, especialmente doação de si mesmo. Quando se trata de missão, o apóstolo Paulo pode oferecer sua experiência. E ele fala de renúncias, intrepidez, despojamentos e profundas afeições por suas comunidades.

São sempre enfoques que supõem uma grande capacidade de relacionamentos livres, sustentados por motivos de fé e de obediência ao Senhor a quem seguem. Quem gosta de ler os textos paulinos impressiona-se facilmente ao vê-lo referir-se a Jesus Cristo. É por Ele e por causa dEle que Paulo ofereceu sua liberdade até em situações paradoxais. Vale ressaltar aqui uma de suas nobres pérolas: “Mas o que era para mim lucro tive-o como perda, por amor de Cristo. Mais ainda, tudo considero perda pela excelência do conhecimento de Cristo, meu Senhor…” (Fl 3,7-8).

Não me agrada a terminologia “bispo auxiliar”. Parece acenar para um grau menor. É verdade que a linguagem não é apenas conceito. É a linguagem prática que define seu conteúdo. Gostaria, pois, de dizer aos novos irmãos no episcopado, a eles que virão partilhar comigo o dom e a missão, que não vão apenas “auxiliar”. Mais do que tudo, serão “colaboradores” na vinha do Senhor. As forças vivas da nossa Arquidiocese, as lideranças das pastorais e dos movimentos, os religiosos, os diáconos, os padres, apesar de nossas insuficiências queremos alargar os nossos corações para que Dom Amilton e Dom Francisco Cota gostem muito de ser dos nossos. Bem vindos, caríssimos novos Bispos de Curitiba.

Dom José Antonio Peruzzo

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