Para qual direção seguir?

Nas últimas décadas parece que no âmbito das relações familiares, afetivas, educativas, comunitárias, vemo-nos mais envoltos por perguntas e menos seguros de respostas. Os pais indagam, quando o assunto e educação dos seus, o que devo fazer? No meu tempo…Os professores, nas escolas, parecem repetir que não conseguem manter atentos os alunos; na compreensão do que significa viver as responsabilidades familiares, com facilidade se ouve que cada um é para “seguir seu coração…”. E quando se trata de evangelizar, quais os caminhos a palmilhar? Parece que a perplexidade nos deixa sem muitas palavras.

Já houve épocas de mudanças na nossa história. O desenvolvimento racional e científico ensejara muitos e novos passos na capacidade humana de domínio das situações e desafios. Mas os valores culturais e éticos se mantinham. Tratava-se de época de mudança. Mas o que hoje vemos, e participamos, é uma mudança de época. A expressão já se tornou “quase velha”, mais ainda as mudanças não terminaram. E os valores são outros, os hábitos já não são os mesmos. Quando se fala de família, já não é mais o mesmo do que nos referíamos há alguns anos. A palavra “amizade” também está a receber novas significações. Nas “novas amizades” os vínculos interpessoais são muito mais tênues. Em tempos de grandes consumos e elevados subjetivismos, falar de renúncia, despojamento, gratuidade, então…!!!

Como, pois, evangelizar em quadros nos quais parecem prevalecer o efêmero e o transitório? As referências se vão e os líderes escasseiam. E, com tanta ciência, seria de esperar menos contradições e mais felicidade. Porém não perece que seja assim. Os evangelizadores e a evangelização também se veem “sem certezas”. As seguranças perderam forças. Limitar-nos ao que fazíamos já não nos assegura os resultados, nem expressões novas de criatividade evangelizadora. Chegou a hora de buscar redescobertas em nós mesmos. Talvez estejamos mesmo precisando de novos desafios para que superemos autossuficiências e nos ponhamos na condição e evangelizadores humildes e orantes. Provavelmente precisamos redescobrir que evangelizar não é apenas um modo de fazer; é muito mais um modo de ser.

Todavia, encontrei na Arquidiocese de Curitiba uma bela iniciativa em termos evangelizadores. Aliás, para evangelizar não se trata de “inventar novidades”. Antes, é preciso retomar certas experiências originárias do cristianismo. É preciso redescobrir a alegria do encontro pessoal com o Senhor Jesus. Não falo de sentimentos, não falo de euforias, nem propagandas sobre Jesus. Mas em alguns encontros de formação para missionários, dos quais participei para falar dos fundamentos bíblicos da missão, vi alguns retornarem radiantes porque “experimentaram-se” evangelizadores. E foram muito bem recebidos nas casas em que estiveram. Há um povo sedento em Curitiba.

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