Diário de Santa Faustina atinge 1 milhão de exemplares

No dia 25 de agosto foi celebrado o dia de Santa Faustina. Em Curitiba, o Santuário Nacional da Divina Misericórdia promoveu o Terço da Misericórdia com transmissão ao vivo e durante a celebração comemorou também a marca de 1 milhão de exemplares do diário de Santa Faustina vendidos no Brasil.

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Santa Faustina Kowalska escreveu o seu Diário em Vilnius e Cracóvia (Polônia) durante os anos de 1934-1938. Irmã Faustina fez todas as anotações em segredo e fora dos seus deveres religiosos. Terminou de escrevê-lo três meses antes de sua morte. Suas anotações trazem a profundidade do aprendizado da misericórdia de Deus e sua contemplação na vida cotidiana. Lutando com as fraquezas da natureza humana e as dificuldades associadas à missão, Santa Faustina escreveu um total de seis cadernos.

O Santuário Nacional da Divina Misericórdia, em Curitiba, celebrou o dia 25 de agosto contando na programação com o Terço da Misericórdia transmitido online. “A devoção à Divina Misericórdia foi pedida pelo próprio Jesus, ditado a Santa Faustina. Então que sejamos divulgadores para que o número maior de almas possa conhecer a Misericórdia, a última tábua de salvação que Jesus está dando para a humanidade, e que é como Deus que em sua infinita bondade vai ao encontro de sua criatura amada para expressar o amor”, disse o Pe. Leandro Aparecido, MIC,  Diretor do Apostolado da Divina Misericórdia.

Sobre o Diário:

O Diário é uma das pérolas da literatura mística católica. Santa Faustina Kowalska o escreveu por ordem expressa do Senhor Jesus e também por orientação de seus confessores: Padre Miguel Sopoćko e Padre Joseph Andrasz, SJ; além da permissão das superioras da Congregação. Isso aconteceu em Vilnius e Cracóvia durante os anos de 1934-1938.

As primeiras anotações são de julho de 1934. Sabe-se que a Irmã Faustina queimou as suas primeiras anotações, quando sucumbiu às persuasões do suposto anjo, que era Satanás, durante a ausência do seu diretor espiritual Padre Miguel Sopoćko.

Mais tarde, o diretor espiritual ordenou que ela recriasse o que havia sido destruído, e é por isso que o “Diário” em sua forma atual não possui uma cronologia clara, especialmente no primeiro caderno. Pois a Irmã foi tecendo relatos e descrições daqueles eventos que ocorreram anteriormente juntos dos eventos e experiências que lhe eram atuais.

O Diário não surgiu com facilidade. Em primeiro lugar, a Irmã Faustina não tinha muito estudo; em segundo lugar, as condições para escrever eram limitadas, estava ocupada com o trabalho, e para escrever tinha somente os momentos livres, tendo para isso que se ocultar diante das irmãs.
Irmã Faustina fez todas as anotações em segredo e fora de seus deveres religiosos. Ela também escreveu no hospital e ali, com mais tempo, a pedido do Padre Miguel Sopoćko, sublinhou a lápis todas as palavras de Jesus.

“Embora me sinta fraca, e a natureza exija descanso, sinto a inspiração da graça para vencer-me e escrever. Escrever para o consolo das almas que amo tanto e com as quais partilharei a eternidade toda. E desejo tão ardentemente para elas a vida eterna. Por isso, aproveito todos os momentos livres, embora tão breves, para escrever; e, da maneira como o deseja Jesus” (Diário 1471).

O Diário contém, antes de tudo, uma mensagem sobre o amor misericordioso de Deus pelo homem, que Irmã Faustina deveria transmitir à Igreja e ao mundo.

Faustina descreveu sua vida espiritual extremamente profunda, alcançando as alturas da unidade com Deus, a profundidade do aprendizado do mistério da misericórdia de Deus e sua contemplação na vida cotidiana, lutando com as fraquezas da natureza humana e as dificuldades associadas à missão profética.

Quando a Irmã Faustina esgotada pelos sofrimentos e lutas pensava que já havia feito de tudo, ouvia esta voz de Deus:
“Repara como escreveste pouco sobre ela. Isso é apenas uma gota. Faz o que estiver ao teu alcance para que os pecadores conheçam a Minha bondade.” (Diário, 1665).

Ela escreveu um total de seis cadernos. As últimas anotações datam de junho de 1938, de modo que a Irmã Faustina terminou de escrever o Diário três meses antes de sua morte.

No ano de 1959, a Santa Sé proibiu a divulgação do culto de Jesus Misericordioso nas formas propostas pela Irmã Faustina.

A proibição terminou quando, na cidade de Cracóvia, Polônia, começou o processo de beatificação da Irmã Faustina. Naquela oportunidade foram examinados todos os escritos de Irmã Faustina e não se encontrou nenhum erro. A Santa Sé, no ano de 1978, retirou a proibição e abriu o caminho para que um dia o Diário pudesse ser editado.

No ano de 1981 foi feita a primeira edição do Diário. Esta edição foi conjunta: das Irmãs de Nossa Senhora Mãe de Misericórdia e da Congregação dos Padres Marianos, dos Estados Unidos. Esta primeira edição serviu como modelo para que se produzissem no mundo inteiro outras versões linguísticas.

No Brasil, a primeira edição do Diário foi feita no ano de 1982, pela Congregação dos Padres Marianos, junto com a fundação do Apostolado da Divina Misericórdia. Hoje a versão brasileira está na sua 43ª edição.

 

Com informações de misericordia.org.br

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