41ª Assembleia do Povo de Deus teve 463 participantes

(Reportagem extraída de http://cnbbs2.org.br)

Nos dias 24 e 25 de setembro aconteceu a 41ª Assembleia do Povo de Deus do Regional Sul 2 da CNBB. Devido ao contexto ainda preocupante da pandemia da Covid-19, ela foi realizada na modalidade híbrida, ou seja, cada arqui/diocese reuniu-se com as suas lideranças e conectaram-se umas às outras via plataforma Zoom, somando um total de 463 participantes. Os trabalhos da assembleia foram coordenados pelo bispo de Guarapuava e secretário da CNBB Sul, Dom Amilton Manoel da Silva, direto de sua residência, com a equipe do Regional.

A assessoria da assembleia foi realizada pelo bispo de Rio Grande (RS) e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da CNBB, Dom Ricardo Hoepers, com o tema: “Iniciação à Vida Cristã, Amoris Laetitia e Ano de São José”. Com três conferências, o assessor integrou os assuntos propostos, usando a metodologia da Campanha da Fraternidade 2022: “Escutar. Discernir. Propor”.

Para Débora Pupo, coordenadora regional da catequese, que participou, presencialmente, com a Arquidiocese de Curitiba, o tema foi apresentado com objetividade e clareza. “A princípio parecia muita coisa, mas Dom Ricardo conseguiu aprofundar bem e apresentar possibilidades para escuta, para o discernimento e propostas. Para mim, chamou a atenção no sábado de manhã, quando ele fez o momento das propostas e destacou o processo de desumanização que acontece na Igreja e depois a relação com a Igreja em saída, mais humana, que acolhe e busca habitar espaços”, disse Débora.

Na diocese de Foz do Iguaçu, onde está em processo a implantação do projeto de Iniciação à Vida Cristã, o tema foi bem aproveitado pelos participantes. “Todos os nossos participantes puderam aprofundar a relação fundamental com toda a vida da Igreja e relacioná-la com o serviço indispensável às famílias nos projetos e na vida de nossas comunidades, pastorais e movimentos. As reflexões feitas iluminaram uma bonita partilha de compromissos e desafios que reconhecemos que precisam ser assumidos com maior decisão”, disse o coordenador diocesano da Ação Evangelizadora, Padre Fábio Augusto Welter.

Após a terceira conferência, na manhã do sábado, 25 de setembro, Dom Ricardo propôs aos participantes a reflexão em grupo sobre o tema exposto.  No início da tarde, cada diocese apresentou uma síntese das reflexões do grupo. Como o conteúdo das reflexões foi muito denso, Dom Amilton propôs que a síntese geral, em vista de ações pastorais regionais, fosse produzida posteriormente e encaminhada a Ação Evangelizadora de cada diocese. Por meio de uma votação rápida, a proposta foi aceita por unanimidade, na maioria das dioceses.

Para concluir a 41ª Assembleia do Povo de Deus, as 18 dioceses e as duas eparquias ucranianas rezaram duas dezenas do terço pelas vocações, sendo uma Ave-Maria por grupo. Em seguida, o arcebispo de Londrina e presidente do Regional Sul 2, Dom Geremias Steinmetz, fez os agradecimentos e concedeu a bênção aos participantes.

Organização de uma assembleia na modalidade híbrida

Como em 2020 a assembleia foi cancelada, devido à situação preocupante da pandemia, neste ano os bispos do Paraná decidiram, em assembleia, por um modelo híbrido, ou seja, nem totalmente presencial, nem on-line. Dessa forma, perceberam que cada diocese poderia se reunir presencialmente, com segurança, respeitando aquilo que prescrevem as autoridades sanitárias quanto à transmissão da Covid-19 e, consequentemente, propiciar a participação de um número maior de pessoas.

Os padres coordenadores diocesanos da Ação Evangelizadora foram os responsáveis por organizar a assembleia presencial em suas dioceses. Para isso, o regional Sul 2 da CNBB elaborou, além de todo cronograma e pauta, um regulamento com orientações técnicas quanto à preparação do ambiente para acolher as lideranças e a tecnologia a ser utilizada, a fim de que todos pudessem acompanhar os momentos on-line e também fazer suas partilhas e intervenções.

Segundo o Padre Fábio, esse modelo híbrido foi uma resposta aos questionamentos feitos nos anos anteriores, sobre a pouca participação do laicato nas assembleias regionais. Além dessa avaliação, o padre destacou outros pontos positivos: “Destaco a possibilidade das conversas no grupo de trabalho com um foco mais direcionado a nossa realidade. Destaco também que a Assembleia com o grupo, reunido na própria Diocese, oferece a oportunidade de estreitamento dos laços de amizade, proximidade e conhecimento entre as lideranças que assumem a condução dos trabalhos na Diocese, encontro a pessoa para além da função que ela desempenha, dando esse jeito familiar à comunidade diocesana”.

A coordenadora Débora também avaliou de forma positiva esse modelo de assembleia, especialmente, pela possibilidade de ampliar a participação. “Foi uma novidade que favoreceu a participação de mais pessoas. A maneira como tudo foi organizado favoreceu e envolveu mais lideranças na recepção do tema. Também o fato de se encerrar no sábado foi algo positivo, pois nesse modelo há mais objetividade nos trabalhos”, disse a coordenadora.

Na diocese de Apucarana (PR), o grupo reuniu-se na sede da Cúria Diocesana. Segundo a coordenadora diocesana da catequese, Virgínia Feronato, o modelo híbrido também se mostrou muito positivo: “Nós gostamos bastante desse sistema híbrido, porque estaríamos limitados a participação de apenas 4 pessoas, caso a assembleia fosse presencial, assim estávamos em mais pessoas, o que significa mais ideias sendo partilhadas. Além disso, o fato de estarmos todos próximos de casa, de não precisarmos viajar, tornou a assembleia mais leve e não foi cansativo. Para nós, esse sistema híbrido está aprovadíssimo”, afirmou Virginia.

Da mesma forma, Jardel Lopes, que faz parte da equipe coordenadora da 6ª Semana Social Brasileira, avaliou de forma positiva esse formato de assembleia, pela ampliação na participação e por ter ajudado a animar a retomada das atividades. Porém, Jardel também ponderou algumas limitações: “Percebo algumas limitações, como a questão mística, do encontro, da troca de experiências, a partir do contato entre pessoas de dioceses diferentes. Por isso, acho importante fortalecer o modo híbrido para algumas coisas, mas não tudo. Mas agora percebo que tanto o modo híbrido quanto o presencial são muito importantes para a caminhada na nossa Igreja”, disse Jardel.

De modo geral, as avaliações enviadas pelos participantes foram muito positivas. O formato do encontro até inspirou algumas dioceses a aplicarem em suas assembleias diocesanas.

(Karina de Carvalho – Assessora de Comunicação da CNBB Sul 2)