DNJ 2015: “Bendito o que vem em nome do Senhor”

Teve início neste sábado, a 30ª Edição do DNJ, em Curitiba. A Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Belém, no bairro Cajuru, foi a escolhida para receber os quase 200 jovens que pretendem levar a espiritualidade, a formação, a celebração e acima de tudo, ações sociais, nas comunidades: Vila São Domingos, Acrópole, Conjunto Mercúrio, Vila Camargo e Solitude.

No primeiro dia, acompanhados pelos padres, diáconos e por Dom José Mário Angonese, bispo auxiliar de Curitiba, os missionários fizeram visitas às casas dos moradores.  “Nós víamos a insegurança e o frio na barriga dos jovens, mas depois vimos a transformação, depois da experiência que fizeram. <Os discípulos saíram cabisbaixos e voltaram alegres>. Pois é Deus que fala por meio de nós.
Em uma das visitas, demos as mãos, em frente ao comércio e deixamos uma palavra de conforto para que o filho daquela mulher pudesse ser liberto do vício. Que possamos ser todos discípulos missionários”, relata Pe. Waldir Gomes, coordenador do Setor da Juventude.

Nas palavras de um dos diáconos foi ressaltado o entusiasmo dos jovens, a alegria dos visitados e o anseio pela visita da Igreja Católica nas casas.

Um jovem missionário também deu seu depoimento sobre a experiência vivida: “Não saber a realidade, a religião é algo difícil ao fazer a missão, mas existe algo mais forte que nos leva a superar todos os medos. Através dos testemunhos percebemos que tudo isso vale a pena.”

A jovem Ana deixou o seguinte questionamento: “Por que não fazer missão todos os dias da nossa vida? Por que não levar isso como propósito para nossa vida? Deus, multiplica essa vontade, esse amor. Ide e fazei discípulos em todas as nações. Se estamos dizendo sim, devemos dizer sim todos os dias.”

Mas o depoimento mais marcante da noite, foi de um rapaz. Ao entrar na Capela, pediu o microfone para também dar seu testemunho. Vestindo roupas pretas e bastante emocionado, disse que sempre foi mal visto pela comunidade, pela maneira de se vestir. Foi acolhido pela primeira vez pelo pe. Alexsander Cordeiro, quando fazia missão com os jovens e suas palavras tocaram seu coração. “Sou evangélico, mas sempre ando com terço na mão e minha Nossa Senhora do Perpétuo Socorro que sempre está comigo”. Foi ovacionado pelos fiéis, mostrando mais uma vez, que não importa a religião, pois a palavra de Deus e o acolhimento são um só.

O primeiro dia do DNJ foi encerrado com uma celebração presidida por Dom José Mário na Capela São Sebastião.

“Bendito o que vem em nome do senhor. Hoje foi possível entender a força desta expressão; uma riqueza e nos surpreendemos com esta missão”, refletiu o bispo.

Acesse a Programação