Dom Peruzzo grava vídeo alertando população sobre o cuidado com o mosquito Aedes aegypti

Atendendo ao pedido da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná – SESA-PR, Dom José Antônio Peruzzo, arcebispo de Curitiba, grava vídeo alertando à população sobre o cuidado com o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. No vídeo, Dom Peruzzo pede aos sacerdotes que tomem decisões e ajudem no combate contra o mosquito durante as missas. “A responsabilidade é de todos”, reforça o arcebispo.

Zika

Identificado pela primeira vez no país em abril, o zika vírus tem provocado intensa mobilização das autoridades de saúde no país por afetar mulheres grávidas, causando microcefalia nos bebês. A microcefalia é uma condição em que o cérebro e o crânio da criança têm tamanho menor que o habitual, prejudicando seu desenvolvimento psicomotor; outras possíveis consequências incluem convulsões, paralisia e epilepsia. A doença não tem cura, mas o tratamento adequado, incluindo a fisioterapia, pode mitigar alguns dos sintomas.

Dengue

No dia 26 de janeiro, a Secretaria da Saúde divulgou um boletim com a atualização dos números da dengue no Estado. Desde agosto do ano passado, já são 2.693 casos confirmados, distribuídos em 153 municípios paranaenses. Até o momento, 11 cidades atingiram situação de epidemia. Além de Munhoz de Mello, Santa Isabel do Ivaí, Paranaguá, Cambará, Mamborê, Itambaracá e Guaraci – que já faziam parte da lista – agora também foram incluídos os municípios de Rancho Alegre, Santo Antônio do Paraíso, Assai e Nova Aliança do Ivaí.

INVESTIGAÇÃO – O novo informe traz ainda a confirmação de três novas mortes por dengue no Estado. Os óbitos aconteceram entre 11 e 24 de janeiro, nas cidades de Paranaguá e Foz do Iguaçu. Com isso, sobe para cinco o número de mortes pela doença neste ano. “Após uma criteriosa investigação, com a avaliação dos prontuários e de uma série de exames laboratoriais, hoje podemos atestar que a dengue foi a principal causa da morte desses pacientes”, ressaltou a chefe do Centro Estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte. Os óbitos de Paranaguá dizem respeito a uma idosa de 89 anos e um homem de 34 anos. Ambos tinham histórico de doença crônica. Já a morte de Foz do Iguaçu foi de uma jovem de 27 anos, sem nenhuma comorbidade pré-existente.

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