Em abril: Capacitação para agentes formadores do ‘Personalizado para Noivos’

Os cursos de preparação personalizados para noivos devem ser realizados com o objetivo de sensibilizar para a opção livre e consciente pelo sacramento do matrimonio, baseados no amor conjugal cristão e buscando a evangelização da sua família.

Para proporcionar um momento de capacitação e diálogo com os agentes formadores dos cursos personalizados para noivos das diversas paróquias e comunidades, a Comissão Família e Vida da Arquidiocese de Curitiba vai realizar uma formação para estes agentes.

Terá início em abril
Datas: 08/04, 22/04, 06/05, 27/05, 17/06/
Local: Curia.
Horário: das 8h  às 12h
Inscrições: aguarde, em breve as inscrições serão abertas 30 dias antes da data inicial no site da arquidiocese de Curitiba

Confira abaixo texto da Pastoral Familiar sobre os objetivos dos Encontros Personalizados para noivos:


ENCONTROS DE PREPARAÇÃO PERSONALIZADO PARA NOIVOS, PARA O SACRAMENTO DO MATRIMONIO – Para um SIM livre e consciente

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O objetivo principal desta preparação é sensibilizar os noivos para optarem livre e conscientemente pelo sacramento do matrimonio, baseados no amor conjugal cristão e buscando a evangelização da sua família.

Busca-se ajudar os noivos a:

1.Entenderem o significado do amor conjugal cristão;

2.Refletirem sobre o seu relacionamento pessoal e buscarem um melhor conhecimento do outro e de si mesmos;

3.Despertarem para a importância do diálogo na vida conjugal.

4.Conhecerem e entenderem o porquê dos ensinamentos da Igreja nos temas relacionados à sexualidade e à transmissão da vida;

5.Compreenderem o significado do sacramento do matrimônio e suas consequências para a vida conjugal: fidelidade, indissolubilidade e fecundidade;

6.Sentirem interesse em participar da vida da Igreja como casal cristão;

7.Tomarem a decisão coerente de adiar ou até mesmo desistir do casamento, caso percebem não possuírem as disposições necessárias.

Na Arquidiocese de Curitiba as ORIENTAÇÕES PASTORAIS PARA OS ENCONTROS DE PREPARAÇÃO DE NOIVOS AO MATRIMÔNIO (2012) definem a maneira de concretizar estes objetivos de acordo com os documentos da Igreja.

1.O Diretório da Pastoral Familiar (documento 79 concluído em 2004) apresenta:

a) Um diagnóstico da realidade familiar: “No nosso tempo, é mais necessária do que nunca a preparação dos jovens para o matrimônio e para a vida familiar. As mudanças sociais e culturais exigem que não só a família, mas também a sociedade e a Igreja se comprometam nesse esforço. ” 260.

b) As diretrizes para as ações da Pastoral Familiar. Dentre as principais ações, destaca-se:
“Oferecer, com qualidade, formação aos noivos. Nessa formação hão de se sublinhar os aspectos matrimoniais que apresentam maior fragilidade: a indissolubilidade do vínculo, a superação das crises conjugais, a abertura da relação conjugal para a fecundidade e a responsabilidade prioritária na educação dos filhos. ” 461.

FORMAÇÃO é um processo. Assim, “A preparação para o sacramento do Matrimônio e a vida familiar é um processo abrangente de educação permanente para o amor, assumido e santificado pelo sacramento do Matrimônio. ” 262.

2.Outro documento que sustenta e justifica as orientações para a Arquidiocese de Curitiba é o Documento de Aparecida (2007):

“A família cristã está fundada no sacramento do matrimônio entre um homem e uma mulher, sinal do amor de Deus pela humanidade e da entrega de Cristo por sua esposa, a Igreja. A partir desta aliança se manifestam a paternidade e a maternidade, a filiação e a fraternidade e o compromisso dos dois por uma sociedade melhor. 433. Por isso, a Pastoral Familiar deverá renovar a preparação para o sacramento do matrimônio e da vida familiar com itinerários pedagógicos de fé, entre outras ações. ”

3.As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil em unidade com Papa Francisco, amplia a compreensão da Igreja sobre a iniciação cristã e redefine o lugar da preparação para o sacramento do matrimônio:

“A iniciação cristã não se esgota na preparação aos sacramentos do Batismo, Crisma e Eucaristia. Ela se refere à adesão a Jesus Cristo. Esta adesão deve ser feita pela primeira vez, mas refeita, fortalecida e ratificada tantas vezes quantas o cotidiano exigir. Ela acontece, por exemplo, quando chegam os filhos, quando o adolescente busca a sua identidade, quando o jovem prepara suas escolhas futuras, no noivado e no matrimônio, nas experiências de dor e de fragilidade. 41

4.Recentemente (abril 2016), o Papa Francisco na Exortação Apostólica Pós–Sinodal, AMORIS LAETITIA, destacou a necessidade de guiar os noivos no caminho de preparação para o matrimónio:

… é preciso ajudar os jovens a descobrir o valor e a riqueza do matrimônio. Devem poder captar o fascínio duma união plena que eleva e aperfeiçoa a dimensão social da vida, confere à sexualidade o seu sentido maior, ao mesmo tempo que promove o bem dos filhos e lhes proporciona o melhor contexto para o seu amadurecimento e educação. 205.

A complexa realidade social e os desafios, que a família é chamada a enfrentar atualmente, exigem um empenhamento maior de toda a comunidade cristã na preparação dos noivos para o matrimônio. Da mesma forma, evidenciou-se a necessidade de programas específicos de preparação próxima para o matrimónio que sejam verdadeira experiência de participação na vida eclesial e aprofundemos vários aspectos da vida familiar. 206

Convido as comunidades cristãs a reconhecerem que é um bem para elas mesmas acompanhar o caminho de amor dos noivos devendo-se dar prioridade – juntamente com um renovado anúncio do querigma – àqueles conteúdos que, comunicados de forma atraente e cordial, os ajudem a comprometer-se num percurso da vida. Trata-se duma espécie de «iniciação» ao sacramento do matrimônio, que lhes forneça os elementos necessários para poderem recebê-lo com as melhores disposições e iniciar com uma certa solidez a vida familiar. 207

Habitualmente, são muito úteis os grupos de noivos e a oferta de palestras opcionais sobre uma variedade de temas que realmente interessam aos jovens. Entretanto, são indispensáveis alguns momentos personalizados, dado que o objetivo principal é ajudar cada um a aprender a amar esta pessoa concreta com quem pretende partilhar a vida inteira. Aprender a amar alguém não é algo que se improvisa, nem pode ser o objetivo dum breve curso antes da celebração do matrimónio. 208.

Os noivos deveriam ser incentivados e ajudados a poderem expressar o que cada um espera dum eventual matrimônio, a sua maneira de entender o que é o amor e o compromisso, aquilo que se deseja do outro, o tipo de vida em comum que se quer projetar. Estes diálogos podem ajudar a ver que, na realidade, os pontos de contato são escassos e que a mera atração mútua não será suficiente para sustentar a união. Não há nada de mais volúvel, precário e imprevisível que o desejo, e nunca se deve encorajar uma decisão de contrair matrimônio se não se aprofundaram outras motivações que confiram a este pacto reais possibilidades de estabilidade. 209.

No caso de se reconhecer com clareza os pontos fracos do outro, é preciso que exista uma efetiva confiança na possibilidade de ajudá-lo a desenvolver o melhor da sua personalidade para contrabalançar o peso das suas fragilidades, com um decidido interesse em promovê-lo como ser humano. Isto implica aceitar com vontade firme a possibilidade de enfrentar algumas renúncias, momentos difíceis e situações de conflito, e a sólida decisão de preparar-se para isso. Deve ser possível detectar os sinais de perigo que poderá apresentar a relação, para se encontrar, antes do matrimônio, os meios que permitam enfrentá-los com bom êxito. Infelizmente, muitos chegam às núpcias sem se conhecer. Limitaram-se a divertir-se juntos, a fazer experiências juntos, mas não enfrentaram o desafio de se manifestar a si mesmos e aprender quem é realmente o outro. 210.

A preparação deve procurar que os noivos não considerem o matrimônio como o fim do caminho, mas o assumam como uma vocação que os lança para diante, com a decisão firme e realista de atravessarem juntos todas as provações e momentos difíceis…; desenvolver uma pastoral do vínculo, na qual se ofereçam elementos que ajudem quer a amadurecer o amor quer a superar os momentos duros. Criar uma pedagogia do amor, que não pode ignorar a sensibilidade atual dos jovens, para conseguir mobilizá-los interiormente. Ao mesmo tempo, na preparação dos noivos, deve ser possível indicar-lhes lugares e pessoas, consultórios ou famílias prontas a ajudar, aonde poderão dirigir-se em busca de ajuda se surgirem dificuldades. Mas nunca se deve esquecer de lhes propor o Sacramento da Reconciliação, sob o influxo do perdão misericordioso de Deus e da sua força sanadora. 211.

Trata-se, pois, de uma preciosa ocasião para anunciar o Evangelho de Cristo.

Convictos de que caminhamos em unidade com a Igreja e conclamamos a TODOS a comprometerem-se com a formação de novas famílias fundadas pelo SIM matrimonial livre e consciente.

 

Contato da Comissão Família e Vida: Telefone: 2105-6309 E-mail: [email protected]

* texto publicado na Revista Voz da Igreja de julho/2016