“Amor ao apostolado”: diácono Marcus se prepara para a ordenação sacerdotal

Com grande alegria, a Arquidiocese de Curitiba celebra no próximo sábado, dia 23 de abril, às 10h, a ordenação sacerdotal do diácono Marcus Vinícius Segedi Silva.

Pela imposição das mãos do arcebispo metropolitano Dom José Antonio Peruzzo e diante da comunidade e de seus familiares, o jovem vai reafirmar a sua vocação na Igreja Santo Antônio, em Campo Largo (PR).

Em entrevista, o diácono Marcus contou o que o motivou para essa decisão:

“Dentre todas as atividades que eu exercia, o apostolado na Igreja era o que mais plenificava meu coração. Desejei seguir um caminho no qual eu pudesse me dedicar inteiramente à evangelização.”

Natural de São Paulo, capital, mas criado em Campo Largo, ele também falou da importância do apoio familiar e de suas expectativas como sacerdote. Confira a entrevista na íntegra:

 

Entrevista

1. Quando ingressou no seminário e como surgiu esse desejo de ser padre? Algum fato específico ou pessoas o motivaram para o caminho vocacional?

DIÁCONO MARCUS: Eu ingressei no seminário em 2013, mas havia alguns anos que eu cultivava o desejo de ser padre. O que me motivou especificamente a esta decisão foi que, dentre todas as atividades que exercia, o apostolado na Igreja era o que mais plenificava meu coração. Desejei seguir um caminho no qual eu pudesse me dedicar inteiramente à evangelização.

2. Qual foi a reação da sua família diante da escolha e como eles te auxiliam nesse processo vocacional?

DIÁCONO MARCUS: A reação da família, graças a Deus, foi muito boa. Acolheram-me bem diante da decisão de ingressar no seminário e tomar um caminho para o presbiterado. Sem dúvida, o auxílio com a certeza do apoio incondicional foi importantíssimo.

3. O que mais te encanta na vida religiosa?

DIÁCONO MARCUS: A ação de Jesus Cristo na vida das pessoas. Poder ver Deus conduzindo cada pessoa e a humanidade rumo ao Reino é algo de valor imensurável. Claro: não compreendemos. Mas podemos perceber as luzes da ação do Espírito muito frequentemente.

4. Em sua caminhada de formação quais foram os principais desafios, desde a formação inicial?

DIÁCONO MARCUS: Abrir mão da estabilidade. Evidentemente, o mundo é instável. Mas a caminhada de seminário, diaconado e – se Deus quiser, em breve – presbiterado envolve estar continuamente disponível às mudanças. Em compensação, é bonito perceber-se cuidado por Deus, como os patriarcas que viviam em sua peregrinação ouvindo a voz de Deus.

5. Quais as suas expectativas como sacerdote?

DIÁCONO MARCUS: Dentro das minhas limitações e misérias, poder ser presença de Deus para as comunidades e perceber nelas a mão do Altíssimo.

6. Como ser um verdadeiro pastor atendendo ao chamado do Papa Francisco de ir ao encontro dos irmãos?

DIÁCONO MARCUS: Com algum humor, eu respondo: boa pergunta! Se alguém souber a receita, avise-me. Mas, deixando de lado as brincadeiras, não há resposta pronta. Trata-se de uma atitude de vida cultivada na oração e na busca incessante da presença de Deus nas Escrituras, na Eucaristia, na comunidade e nas pessoas todas.

7. Nas vésperas de sua ordenação sacerdotal, como está o coração neste momento?

DIÁCONO MARCUS: Costumo dizer que a ficha cai no dia: estou sereno. Alegra-me muito a paz da consciência de não ter escondido aspecto algum de minha vida àqueles a quem cabe a graça de me ajudar no discernimento.

8. Faça uma reflexão sobre o lema escolhido para sua ordenação presbiteral:

DIÁCONO MARCUS: São palavras de Jo 17, 3: “Esta é a vida eterna, que te conheçam, único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, por ti enviado”. A vida eterna é a doação por amor, porque Deus é amor. Manifestar o amor, torná-lo conhecido é evangelizar e glorificar o Nome do Altíssimo. Minha vida eterna é eternizar a vida presente na doação por amor para encontrá-la novamente no paraíso.

 

SERVIÇO:

Ordenação Sacerdotal de Marcus Vinícius

Data: 23/04/2022

Horário: 10h

Local: Igreja Santo Antônio (Av. Cristina, 370 – Campo Largo)

Transmissão ao vivo Facebook da Paróquia Nossa Senhora da Piedade.

 

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Por

Rubhia Morais – Jornalista (DRT 6587)

Arquidiocese de Curitiba

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