Padre da Arquidiocese de Curitiba é enviado para Missão na África

Padre Sadi Cordeiro da Silva, da Arquidiocese de Curitiba, viaja para a Guiné-Bissau no dia 30 de dezembro para integrar a comunidade da Missão São Paulo VI

(reportagem de Karina de Carvalho, publicada originalmente em http://cnbbs2.org.br )

A Paróquia Divino Espírito Santo, em Curitiba (PR), celebrou nesse domingo, 12 de dezembro, o envio do seu vigário, padre Sadi Cordeiro da Silva, para a Missão São Paulo VI, na Guiné-Bissau, África. A missa de envio foi presidida pelo arcebispo de Curitiba e vice-presidente da CNBB Sul 2, Dom José Antonio Peruzzo, concelebrada pelo padre Sadi, pelo coordenador do Conselho Missionário Diocesano (COMIDI), padre Marcondes Martins Barbosa e outros sacerdotes diocesanos. Na assembleia, além dos fiéis da comunidade, estavam presentes representantes do Conselho Missionário Regional (COMIRE), membros do COMIDI, representante da CNBB Sul 2, missionárias que voltaram recentemente da Missão, representantes da Pastoral da Saúde arquidiocesana e amigos do padre Sadi. A missa foi transmitida redes sociais da Arquidiocese de Curitiba e da CNBB Sul 2.

Padre Sadi é gaúcho, nasceu em 4 de outubro de 1967 e foi ordenado presbítero, na Diocese de Rio Grande (RS), em 19 de março de 2000. Quando tomou conhecimento da missão que a Igreja do Paraná possui no país da Guiné-Bissau, e da necessidade de enviar um sacerdote, prontamente, se colocou à disposição com generosidade. Antes de chegar à Arquidiocese de Curitiba, padre Sadi foi missionário na Amazônia por 11 anos.

Em sua homilia, Dom Peruzzo recordou o itinerário do padre Sadi na arquidiocese, que logo ao chegar falou da sua paixão pelo atendimento aos doentes e então foi nomeado assessor eclesiástico da Pastoral da Saúde. “As disposições eram tantas que, quase um hospital do tamanho do Hospital das Clínicas, tornou-se pequeno. Não porque o trabalho não era suficiente, mas porque percebeu que o campo do serviço pastoral era muito amplo”, disse o arcebispo.

Dom Peruzzo contou que foi o padre Sadi, há um tempo atrás, quem o procurou para manifestar o desejo de ser missionário na África. Então, quando surgiu a necessidade de enviar um padre para a missão, ele apresentou o nome do padre Sadi aos bispos. O arcebispo explicou que enviar o padre Sadi não significa que a necessidade, aqui, de atender aos doentes seja menos importante e urgente, mas aqui haverá alguém que o substitua. “Eu quero agradecer ao padre Sadi, porque a Arquidiocese de Curitiba poderá dizer a si própria que tem alguns padres na Amazônia e tem um padre na África. Padre Sadi vai nos representar lá onde Deus gostaria de ser mais lembrado e lá onde há muito mais gente precisando perceber que Jesus Cristo é o Salvador”, disse Dom Peruzzo.

Após a homilia, foi o momento da bênção de envio. Dom Peruzzo entregou ao padre Sadi o Círio Pascal aceso, dizendo-lhe: “Padre Sadi, não é apenas uma vela maior com uma chama um pouco maior, é o símbolo do Cristo vivo, ressuscitado, é a luz para a humanidade. Sua presença na diocese de Bafatá, na pequenina cidade de Quebo, terá esse traço, não a da luz, mas a da vela. A luz não brilha sem um substrato que a faça brilhar. Lá em Quebo, que aquele povo perceba que há uma luz a brilhar: a de Jesus Cristo, mediante a qual suas palavras, seus olhares, sua sabedoria será instrumento cotidiano de sustentação da esperança”.

Padre Sadi, com o Círio em mãos, ajoelhou-se diante do arcebispo que fez a oração de envio. Em seguida, foi-lhe entregue o Novo Testamento no idioma crioulo e a cruz missionária.

Ao final da celebração, padre Sadi recebeu alguns símbolos que representam os três âmbitos de atuação dos missionários da Missão São Paulo VI: evangelização, saúde e educação. Ele recebeu também uma veste africana, sendo motivado a assumir o desafio da inculturação, acolhendo com amor e respeito os irmãos e irmãs africanos. Ao recebê-la, padre Sadi vestiu a camisa por sobre a túnica.

Antes da bênção final, o sacerdote enviado dirigiu algumas palavras à assembleia. Primeiramente, ele manifestou sua gratidão à Paróquia do Divino Espírito Santo, que o acolheu, com carinho e paciência, quando chegou à Arquidiocese.

“A nossa razão de ser padre tem uma máxima, que eu acho que é de São Vicente de Paula: ‘é ter os pobres como patrão’. Meu chefe são os pobres, meu patrão são os pobres, por isso eu tenho que ir para África, por isso que eu vou, porque eles me pedem que eu trabalhe. Conto com a oração de vocês”, disse padre Sadi.

No vídeo, publicado em nosso Facebook, padre Sadi fala sobre o sentimento ao ser enviado e as expectativas para a missão: 

https://www.facebook.com/416892431755859/posts/4362881390490257/

A viagem do padre Sadi para a Guiné-Bissau está marcada para o dia 30 de dezembro. Ele vai ser incardinado na Diocese de Bafatá e integrar a comunidade da Missão São Paulo VI, na cidade de Quebo, junto aos missionários leigos: Pércio Pereira Vitória, Helena Wegrzyn e Maiane Martins.

(Karina de Carvalho – Assessora de Comunicação da CNBB Sul 2)