Nas dependências da Faculdade Vicentina (FAVI), aconteceu o primeiro encontro formativo do ano promovido pela Comissão Família e Vida, voltado a pessoas interessadas em atuar no Serviço de Acompanhamento Canônico-Pastoral. Mais de 50 participantes, vindos de diversos setores da Arquidiocese de Curitiba, estiveram presentes, marcando o início de um itinerário que contará com 10 encontros e emissão de diploma de Curso de Extensão.
O primeiro dia de formação foi conduzido pelo casal Afonso e Janete, responsáveis por apresentar os fundamentos e a proposta do serviço, que nasce como resposta concreta ao apelo do Papa Francisco: fortalecer um acompanhamento pastoral, humano e próximo às famílias em dificuldade, evitando reduzir a atenção da Igreja a um atendimento apenas jurídico voltado à declaração de nulidade matrimonial.
Um serviço exigido pela Igreja, com rosto pastoral
O Serviço de Acompanhamento Canônico-Pastoral é apresentado como uma exigência da Igreja para todas as dioceses, justamente para garantir que o serviço judiciário realizado pelos Tribunais Eclesiásticos seja precedido por uma escuta qualificada e uma presença eclesial que ampare, oriente e cuide.
Na prática, essa iniciativa amplia a visão do cuidado pastoral: antes de qualquer processo, há pessoas, histórias, feridas e esperanças. Por isso, o serviço tem como prioridade oferecer acolhida, discernimento e orientação, ajudando a comunidade a viver a misericórdia com responsabilidade e verdade.
Formação para novos agentes: quem pode participar
A formação é promovida pela Comissão Família e Vida, por meio da coordenação geral do Serviço de Acompanhamento Canônico-Pastoral, e busca preparar novos agentes para atuar junto a casais e famílias em situações de separação, divórcio e conflitos graves.
Podem participar:
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Agentes da Pastoral Familiar
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Membros de movimentos, serviços, organismos e institutos ligados à família
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Agentes indicados pelos párocos
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Demais interessados em servir nesta missão
Objetivo: resgatar vínculos e orientar com caridade e clareza
O objetivo central da formação é preparar agentes para ajudar no resgate de relacionamentos de pessoas que estão prestes a se divorciar ou que já vivem a separação. E, quando não for possível a reconciliação, formar agentes capazes de oferecer suporte psicológico, moral e espiritual, de modo que o encaminhamento ao tribunal eclesiástico, quando necessário, aconteça com mais serenidade e dignidade.
Além disso, por meio de um trabalho específico, os agentes serão preparados para:
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Auxiliar na elaboração do pedido de nulidade
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Orientar no recolhimento de documentos
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Encaminhar corretamente ao tribunal competente
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Facilitar o acesso à justiça da Igreja
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Humanizar todo o procedimento, reduzindo barreiras e medos
A formação também aborda um ponto importante: há situações matrimoniais conflituosas em que não existe causa para nulidade; nesses casos, o serviço poderá orientar para que se evite a judicialização, ajudando as pessoas a compreenderem caminhos pastorais possíveis.
Um caminho que começa com escuta e proximidade
Ao iniciar o calendário formativo de 2026, a Arquidiocese de Curitiba dá um passo significativo para consolidar uma cultura de acolhimento e acompanhamento das famílias feridas, reforçando que a Igreja caminha com seus filhos e filhas também nos momentos mais difíceis.
A proposta do Serviço de Acompanhamento Canônico-Pastoral é, acima de tudo, uma resposta pastoral: escutar, discernir, orientar e cuidar, com o coração da Igreja e a seriedade necessária para conduzir cada caso com justiça e caridade.
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Por
Comissão Família e Vida
Arquidiocese de Curitiba
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