SEMEADOR
Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 1 – Número 30 – 09/11/2025
Vicariato para a Educação – Arquidiocese de Curitiba
Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. 14 No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. 15 Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. 16 E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” 17 Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. 18 Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?” 19 Ele respondeu: “Destruí, este Templo, e em três dias o levantarei”. 20 Os judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?” 21 Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo. 22 Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele.
João 2,13-22
Jesus fez então um chicote de cordas
O Evangelho deste domingo nos coloca diante de uma cena dramática: a atitude firme e até mesmo enérgica de Jesus diante daqueles que deturpam a vivência religiosa. Jesus não age com violência contra as pessoas! O chicote é um sinal da seriedade da causa que ele defende, não um convite à violência. O relato bíblico não diz que Jesus agrediu ou feriu as pessoas. Sua atitude é firme e exigente, mas ele não poderia deixar de fazê-la com o amor com que sempre atendeu e acolheu a todos. Também nós, como educadores cristãos, temos causas sérias a defender: a verdade, a justiça, a solidariedade, a paz, o respeito pela vida e pela dignidade humana, o cuidado pela Casa Comum. Será que temos a mesma firmeza de Jesus na defesa destas causas sagradas? Com amor e docilidade, sem jamais apelar para a violência, nosso zelo por essas causas, que são a causa do Reino de Deus, deve ser a bússola a orientar as nossas ações como educadores.
Para meditar ao longo da semana
1. Tenho coragem de me posicionar com firmeza diante das injustiças? Reflita se seu silêncio tem contribuído para a omissão diante do que fere o projeto do Reino de Deus.
2. Meu zelo pelas causas do Reino é firme, mas amoroso? Pergunte-se se sua atitude une convicção e ternura, sem agressividade.
3. Educo com a bússola da justiça ou com o mapa da conveniência? Examine se suas escolhas pedagógicas são guiadas por valores do Evangelho ou por interesses pessoais.
Vivência concreta
1. Tenha a coragem de denunciar, com serenidade e clareza, atitudes ou estruturas injustas no ambiente escolar. Seja voz profética, mesmo quando isso exigir firmeza e audácia.
2. Incorpore temas como justiça, paz, solidariedade e cuidado com a Criação em suas aulas. Transforme o currículo em instrumento de consciência e transformação.
3. Adote uma postura firme e amorosa na correção dos alunos. Repreenda com empatia, buscando formar consciências e não apenas impor regras.