SEMEADOR
Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 1 – Número 5 – 18/05/2025
Vicariato para a Educação – Arquidiocese de Curitiba
31 Depois que Judas saiu do cenáculo disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. 32 Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. 33a Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. 34 Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. 35 Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos,
se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13,31-33a.34-35).
Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros
Jesus vem dar plenitude ao seguimento da Lei e dos Profetas, que eram considerados as grandes colunas da religião judaica. “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim abolir, mas dar-lhes pleno cumprimento” (Mt 5,17). Pleno cumprimento significa realizar aquilo que a Lei e os Profetas têm de modo mais radical, ou seja em sua raiz. Toda a pregação de Jesus, e mais ainda, suas escolhas, atitudes e ações indicam em que consiste a radicalidade da Lei e dos Profetas: no amor, na compaixão, na fraternidade, na acolhida, no perdão. Por isso, o “novo mandamento” é uma grande síntese espiritual, a grande síntese da lei e dos Profetas, a grande síntese de tudo o que Jesus primeiro viveu e depois ensinou: “amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo 13.34). O educador cristão, chamado a ser “sal da terra e luz do mundo (Mt 5,13-14)”, deve viver plenamente o mandamento do amor, porque só assim poderá dar testemunho de ser um autêntico discípulo de Jesus: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13,35). Educar é um ato de amor: quem não ama o estudante poderá talvez apenas instruí-lo, mas jamais educá-lo autenticamente. Instruir é encher cabeças de conhecimento: isso é relativamente fácil; educar é mais: é ajudar a formar pessoas inteiras, íntegras, que vivam a “vida em plenitude” (Jo 10,10), e que saibam, por sua vez, amar aos outros e se empenhar em construir um mundo melhor, mais próximo do projeto do Reino de Deus que Jesus nos veio ensinar.
Para meditar ao longo da semana
- Como o compromisso com o mandamento do amor pode transformar minha prática educativa, e de que maneira minha ação como educador cristão pode ser um reflexo autêntico do amor de Cristo?
- Em que aspectos a radicalidade da Lei e dos Profetas, que Jesus veio cumprir, desafia minha compreensão de justiça, compaixão e acolhimento no contexto educacional?
- O que significa, na prática do dia a dia, ser autêntico discípulo de Jesus, “sal da terra e luz do mundo” no ambiente educacional, especialmente quando estamos lidando com as dificuldades e complexidades dos estudantes em busca de uma vida em plenitude?
Vivência concreta
1) Inspirado no ensinamento de Jesus, o educador deve enxergar cada aluno com amor e acolhimento, compreendendo suas dificuldades e valorizando seus esforços. Isso significa agir com paciência, incentivar o diálogo e criar um ambiente onde os estudantes se sintam respeitados e seguros para aprender e crescer.
2) É preciso ensinar pelo exemplo, sendo “sal da terra e luz do mundo”. Mais do que palavras, os alunos aprendem com atitudes. O educador deve ser um testemunho vivo dos valores cristãos, demonstrando integridade, justiça e fraternidade no dia a dia. Isso pode se traduzir em pequenas ações, como tratar todos com equidade, resolver conflitos com empatia e incentivar um espírito de cooperação e solidariedade na turma.
3) A missão do educador cristão não é apenas instruir, mas formar pessoas íntegras, que saibam amar e se comprometer com um mundo mais justo. Para isso, é essencial integrar nas aulas reflexões sobre ética, empatia e responsabilidade social, incentivando projetos que envolvam ações comunitárias, solidariedade e respeito ao próximo.