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O SEMEADOR | Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 2 – Número 49 – 22/03/2026

SEMEADOR Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 2 – Número 49 – 22/03/2026 4º Domingo da Quaresma Naquele tempo, 1 havia um

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Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 2 – Número 49 – 22/03/2026

4º Domingo da Quaresma

Naquele tempo, 1 havia um doente, Lázaro, que era de Betânia, o povoado de Maria e de Marta, sua irmã. 2 Maria era aquela que ungira o Senhor com perfume e enxugara os pés dele com seus cabelos. O irmão dela, Lázaro, é que estava doente. 3 As irmãs mandaram então dizer a Jesus: “Senhor, aquele que amas está doente”. 4 Ouvindo isto, Jesus disse: “Esta doença não leva à morte; ela serve para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”. 5 Jesus era muito amigo de Marta, de sua irmã Maria e de Lázaro. 6 Quando ouviu que este estava doente,  Jesus ficou ainda dois dias no lugar onde se encontrava. 7 Então, disse aos discípulos: “Vamos de novo à Judeia”. 8 Os discípulos disseram-lhe: “Mestre, ainda há pouco os judeus queriam apedrejar-te, e agora vais outra vez para lá?” 9 Jesus respondeu: “O dia não tem doze horas? Se alguém caminha de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo. 10 Mas se alguém caminha de noite, tropeça, porque lhe falta a luz”. 11 Depois acrescentou: “O nosso amigo Lázaro dorme. Mas eu vou acordá-lo”. 12 Os discípulos disseram: “Senhor, se ele dorme, vai ficar bom”. 13 Jesus falava da morte de Lázaro, mas os discípulos pensaram que falasse do sono mesmo. 14 Então Jesus disse abertamente: “Lázaro está morto. 15 Mas por causa de vós, alegro-me por não ter estado lá, para que creiais. Mas vamos para junto dele”. 16 Então Tomé, cujo nome significa Gêmeo, disse aos companheiros: “Vamos nós também para morrermos com ele”. 17 Quando Jesus chegou, encontrou Lázaro sepultado havia quatro dias. 18 Betânia ficava a uns três quilômetros de Jerusalém. 19 Muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão. 20 Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa. 21 Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22 Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele te concederá”. 23 Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. 24 Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. 25 Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26 E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês isto?” 27 Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”. 28 Depois de ter dito isto, ela foi chamar a sua irmã, Maria, dizendo baixinho: “O Mestre está aí e te chama”. 29 Quando Maria ouviu isso, levantou-se depressa e foi ao encontro de Jesus. 30 Jesus estava ainda fora do povoado, no mesmo lugar onde Marta se tinha encontrado com ele. 31 Os judeus que estavam em casa consolando-a, quando a viram levantar-se depressa e sair, foram atrás dela, pensando que fosse ao túmulo para ali chorar. 32 Indo para o lugar onde estava Jesus, quando o viu, caiu de joelhos diante dele e disse-lhe: “Senhor, se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido”. 33 Quando Jesus a viu chorar,  e também os que estavam com ela, estremeceu interiormente, ficou profundamente comovido, 34 e perguntou: “Onde o colocastes?” Responderam: “Vem ver, Senhor”. 35 E Jesus chorou. 36 Então os judeus disseram: “Vede como ele o amava!” 37 Alguns deles, porém, diziam: “Este, que abriu os olhos ao cego,  não podia também ter feito com que Lázaro não morresse?” 38 De novo, Jesus ficou interiormente comovido. Chegou ao túmulo. Era uma caverna, fechada com uma pedra.  39 Disse Jesus: “Tirai a pedra!” Marta, a irmã do morto, interveio: “Senhor, já cheira mal. Está morto há quatro dias”. 40 Jesus lhe respondeu: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?” 41 Tiraram então a pedra. Jesus levantou os olhos para o alto e disse: “Pai, eu te dou graças porque me ouviste. 42 Eu sei que sempre me escutas. Mas digo isto por causa do povo que me rodeia, para que creia que tu me enviaste”. 43 Tendo dito isso, exclamou com voz forte: “Lázaro, vem para fora!” 44 O morto saiu, atado de mãos e pés com os lençóis mortuários e o rosto coberto com um pano. Então Jesus lhes disse: “Desatai-o e deixai-o caminhar!” 45 Então, muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele.

João 11,1-45

O Evangelho do 5º Domingo da Quaresma apresenta o relato da ressurreição de Lázaro (João 11,1-45). Trata-se de um dos sinais mais fortes realizados por Jesus e nos convida a refletir sobre a vida nova que Deus oferece mesmo diante das situações que parecem sem esperança.

No relato, encontramos a dor de Marta e Maria pela morte do irmão. Jesus chega quando tudo parecia perdido. Humanamente falando, já não havia mais o que fazer. No entanto, diante da dor das irmãs e da incredulidade dos presentes, Jesus proclama: “Eu sou a ressurreição e a vida”. Essa afirmação revela que, para Deus, a morte e o desânimo não têm a última palavra.

Antes de realizar o milagre, Jesus se comove profundamente e chora. Esse gesto mostra a proximidade de Deus com o sofrimento humano. Ele não é indiferente à dor, mas entra na história das pessoas, partilha suas lágrimas e transforma a realidade. Ao ordenar que a pedra seja retirada e chamar Lázaro para fora do túmulo, Jesus manifesta o poder da vida que vence a morte.

À luz desse Evangelho, podemos refletir também sobre a missão dos educadores. Em muitos momentos da vida escolar, o educador encontra situações que parecem semelhantes ao túmulo de Lázaro: dificuldades de aprendizagem, desânimo dos estudantes, conflitos familiares, falta de esperança ou de sentido na vida dos jovens. Diante dessas realidades, o educador é chamado a não perder a confiança na possibilidade de transformação.

Assim como Jesus chamou Lázaro para fora do túmulo, o educador também exerce uma missão de despertar vidas. Por meio da palavra, do exemplo, da paciência e do cuidado, ele ajuda o estudante a sair das “pedras” que o prendem: o medo, a insegurança, a falta de autoestima ou de perspectivas. Educar, nesse sentido, é um ato profundamente humano e espiritual, pois significa acreditar que sempre é possível recomeçar.

Outro aspecto importante do Evangelho é quando Jesus pede à comunidade: “Desatai-o e deixai-o caminhar”. Esse detalhe mostra que o milagre não é realizado apenas por Jesus, mas também envolve a colaboração da comunidade. Do mesmo modo, a educação não é uma tarefa isolada. Ela acontece quando educadores, famílias e comunidade caminham juntos para libertar e formar pessoas.

Assim, inspirados por Cristo, ressurreição e vida, os educadores tornam-se sinais de esperança no cotidiano, ajudando muitos “Lázaros” a saírem de seus túmulos e caminharem com dignidade, confiança e esperança.

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