Na última terça (31), a Secretaria Estado da Saúde do Paraná (Sesa) encerrou o I Encontro da Região Sul: Formando Redes no Paraná – HIV/Aids. Estratégias utilizadas pela Secretaria voltadas à prevenção e ao diagnóstico precoce do HIV/Aids estão no centro das discussões de um encontro da região Sul sobre o tema. O encontro aconteceu em Curitiba entre os dias 29 e 31 de agosto. A série de palestras e atividades contou com a participação de representantes do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Ministério da Saúde, autoridades médicas e referências no campo das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).
A inserção da Aids na agenda política fortaleceu o movimento civil que passou a se organizar pelos direitos universais ao acesso e ao tratamento integral da doença. A conquista da distribuição universal dos medicamentos antirretrovirais consolidou a concepção de saúde como direito e dever do Estado, segundo a Constituição Federal de 1988. Após 40 anos, a Aids não apenas causou milhões de mortes, mas também transformou de maneira significativa as políticas de saúde. O estigma e a discriminação prejudicam não só o acesso à saúde, mas o bem-estar psicológico e social das pessoas vivendo com HIV. Para quebrar esse estigma, é fundamental promover a educação e a conscientização sobre a doença, suas formas de transmissão e os avanços no tratamento.

Pastoral da Aids da Arquidiocese de Curitiba
Durante o Encontro, Leila Lucia Arruda, vice coordenadora da Pastoral da Aids da Arquidiocese de Curitiba, Jackeline Vasques, da Sesa/PR e de Jair Brandão, representante do Departamento de HIV/Aids do Ministério da Saúde promoveram homenagens e uma vigília pelos mortos da AIDS. A Pastoral da Aids é um serviço da Igreja Católica do Brasil, organizado desde 2002, para ajudar nos desafios que a epidemia da AIDS apresenta para a sociedade, governo e igreja.
A Vigília pelos mortos de Aids é um movimento internacional que iniciou em maio 1983. Um grupo formado por mães, parentes e amigos de pessoas que morreram por causa do HIV, organizou, em Nova Iorque, a Primeira Vigília Pelos Mortos da Aids. De 1980 a junho de 2022, foram identificados 1.088.536 casos de aids no Brasil. O país tem registrado, anualmente, uma média de 36,4 mil novos casos de aids nos últimos cinco anos.
Leila também trouxe ao público informações sobre a atuação da Pastoral da Aids da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), sobretudo em ações realizadas na Diocese de Paranaguá e em paróquias que fazem parte da Arquidiocese de Curitiba.

Em 2024, com o tema “Amor e Solidariedade para vencer o estigma e o preconceito”, a Pastoral da Aids busca conclamar toda a comunidade cristã e a sociedade para o engajamento e contribuição na superação do estigma e do preconceito. Estimulado pelo lema central da Campanha da Fraternidade deste ano “Todos somos irmãos e irmãs” , o movimento almeja eliminar as diferenças e criar uma sociedade mais humanizada e fraterna.
HIV/Aids e Saúde Pública
A história da AIDS no Brasil é acompanhada pela forte mobilização da sociedade civil na luta contra a epidemia. As primeiras ações coletivas, difundiram na sociedade o conhecimento sobre a doença, estimularam o debate contra a estigmatização exigiram respostas públicas. Desde 2019, a Sesa tem fortalecido a Profilaxia Pré-Exposição (da PrEP), método de prevenção indicado para pessoas que podem ter maior chance de contato com o vírus do HIV. No último ano, o Estado recebeu do Ministério da Saúde o selo de reconhecimento de eliminação da transmissão vertical do HIV, que ocorre quando a doença é transmitida de mãe para filho no útero ou durante o parto. Por meio da Sesa, o Governo do Estado também mantém, de forma permanente, campanhas de prevenção e capacitação junto às 22 Regionais de Saúde e municípios, com foco em diagnóstico precoce, prevenção e promoção da saúde.
De 1980 a 2024, foram identificados aproximadamente 1.000.000 de casos de aids no Brasil. O país tem registrado, anualmente, uma média de 36 mil novos casos de aids nos últimos cinco anos. Apesar dos avanços na medicação e tratamento foram notificados no Brasil 371.744 óbitos tendo o HIV/Aids como causa. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que desde o início da epidemia, em 1981, até os dias atuais, mais de 40 milhões de pessoas morreram de Aids em todo o mundo. E continuam a morrer.
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Por Luiz Fernando Hanysz, com informações de Sesa/PR e CNBB.
Setor de Comunicação da Arquidiocese de Curitiba