SEMEADOR
Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 1 – Número 25 – 05/10/2025
Vicariato para a Educação – Arquidiocese de Curitiba
“Naquele tempo, os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria. Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’ Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso tu poderás comer e beber?’ Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer'”.
Lucas 17,5-10
Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer
Jesus nos convida, neste domingo, a refletir sobre o nosso papel de construtores do Reino de Deus pelos caminhos da educação. Não devemos pensar que somos mais do que os outros, nem que fazemos melhor que os outros, nem que somos os “salvadores da pátria”, como se costuma dizer. A “síndrome do messias” não deve nos infectar.
Fazemos simplesmente a nossa parte, damos a nossa contribuição, fazemos o que devemos fazer. Isso não significa que devemos fazer de qualquer jeito, sem esmero, sem zelo, sem competência. Significa, isso sim, que devemos ter a consciência de que nossas ações são um pequeno tijolo, nada mais, no grande edifício do Reino de Deus. Nossas ações são o pequeno grão de mostarda.
No campo da educação, isso tem um sentido especial: devemos estar conscientes de que nossa ação pedagógica, por mais simples e modesta que seja, também contribui para semear as sementes do Reino de Deus na vida de nossos estudantes. E quando fizermos isso, devemos simplesmente dizer: fizemos o que devíamos fazer.
Para meditar ao longo da semana
1) Sou instrumento do Reino ou protagonista de mim mesmo? Reflita se sua missão educadora serve a Deus ou, simplesmente, alimenta o seu ego.
2) Meu ensino é um grão de mostarda ou um pedestal pessoal? Pergunte-se se você semeia com humildade ou, ao contrário, busca apenas reconhecimento.
3) Tenho consciência de que educar é colaborar, não salvar? Pense se você caminha com os alunos, como um companheiro na jornada da existência, ou tenta ser o “salvador” deles.
Vivência concreta
1) Pratique a humildade pedagógica. Reconheça e valorize a colaboração de colegas e alunos, evitando posturas de superioridade ou centralização.
2) Seja fiel no pouco com zelo e dedicação. Realize cada tarefa, por mais simples que seja, com esmero, sabendo que é parte da construção do Reino.
3) Incentive a consciência de missão entre os estudantes. Mostre a eles que cada atitude justa, solidária e responsável tem valor transformador no mundo e nos aproxima do Reino de Deus.