A celebração de Corpus Christi 2025 encheu as ruas de Curitiba de cor, fé e emoção, unindo gerações em uma grande manifestação de amor à Eucaristia. Com o tema do Ano Jubilar “Peregrinos da Esperança”, fiéis de toda a Arquidiocese transformaram a cidade em um verdadeiro mosaico de arte e devoção, por meio dos tradicionais tapetes coloridos preparados para a passagem de Jesus Eucarístico.
O protagonismo da juventude foi um dos grandes destaques da celebração. Para Jessica Eumizia Araujo dos Reis, o momento foi marcante: “Foi o dia mais feliz da minha vida. Vi as promessas do Espírito Santo se cumprirem”, compartilhou com emoção. Segundo ela, os jovens deixaram de ser apenas “o futuro da Igreja” para assumirem com coragem e dedicação o seu papel no presente. “Eles mostraram que são criativos, engajados e comprometidos com a missão. Não estão aqui só pelo entusiasmo, mas porque carregam o Corpo de Cristo com responsabilidade. Estão prontos para serem catequistas, ministros, diáconos. Isso nos dá esperança e confiança de que a Igreja está em boas mãos”, afirmou.
Ana Julia Ribas participou do Corpus Christi pela primeira vez e descreveu a experiência como inesquecível. Integrante do grupo jovem do Santuário Santa Rita, ela contribuiu na confecção dos tapetes, mesmo enfrentando cansaço e dores nos joelhos. “Foi mágico. Nunca tinha participado e agora não quero mais ficar de fora”, contou, sorrindo. Ela destacou ainda a beleza da missa solene, celebrada com a presença de padres de toda a Arquidiocese e animada pela juventude e por movimentos como o Shalom. “Ver tanta gente unida, como uma só Igreja, me tocou profundamente. Foi um momento de fé viva e verdadeira”, disse.
A procissão e o espaço de confissões também marcaram Ana Julia. “Sentir Jesus passando ali é algo que não se explica. E ver tanta gente buscando o perdão… Foi um sinal claro de como Deus é misericordioso”, completou.
Para Claudia Simoni da Silva, o Corpus Christi deste ano representou uma continuidade da fé em sua própria família. Ex-integrante do grupo Alvorecer, de São José dos Pinhais, ela hoje vê seu filho Nicolas envolvido na vida da Igreja. “É emocionante ver que, mesmo em meio às distrações do mundo atual, os jovens ainda se encantam com a beleza simples e profunda da fé”, comentou. Claudia vê na juventude um reflexo da presença viva de Cristo: “Os jovens são a pulsação da Igreja. Eles carregam no coração a vida do próprio Cristo. Isso nos enche de esperança e nos faz acreditar que a missão continua.”
A celebração de Corpus Christi 2025 foi, como disse Ana Julia, “uma quinta-feira que não é feriado para descansar, mas para se doar”. E foi isso que Curitiba viveu: uma cidade transformada pela fé, com jovens, adultos e idosos caminhando juntos como um só corpo. O amor tomou forma nos tapetes, a fé ecoou nas ruas e a esperança seguiu entre os fiéis, presente no ostensório e nos corações de todos que participaram. Neste Ano Jubilar, Corpus Christi foi um verdadeiro testemunho de que a juventude está pronta para continuar a missão da Igreja, não em um futuro distante, mas no aqui e agora.