Na manhã deste domingo (15), na Paróquia Nossa Senhora da Cabeça, em Curitiba, foi celebrada uma missa que uniu fé e denúncia social. Além dos fiéis locais, participaram várias congregações e ordens religiosas. O momento foi dedicado a Santa Josefina Bakhita, padroeira das vítimas do tráfico humano, e organizado pela Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), regional Paraná, em parceria com a Rede Um Grito pela Vida.
Quem foi Santa Bakhita
O padre Idelfonso, missionário saletino, explicou a história da santa que inspira a luta. “Santa Josefina Bakhita foi uma menina raptada e escravizada. Depois de muitos sofrimentos, já adolescente, conseguiu a liberdade, se converteu ao cristianismo e deu grande testemunho em defesa da vida”, disse. A Igreja a reconheceu como padroeira de todas as pessoas que sofrem com o tráfico.
O que é a Rede Um Grito Pela Vida
O padre Idelfonso, ainda, destacou o trabalho da organização Rede Um Grito pela Vida. “A Rede é um grupo nacional e internacional, com a presença de religiosas e religiosos, leigos e sacerdotes, que luta para tornar o tráfico humano uma realidade melhor conhecida e conscientizar as pessoas”, afirmou. Ele alertou que o tráfico de pessoas ainda movimenta muito dinheiro no mundo e é “uma chaga aberta na sociedade”.
Rosilei Bastos Pivovar, coordenadora da Rede em Curitiba, reforçou a gravidade do problema:
“O tráfico tira a dignidade, tira a vida. É o terceiro crime que mais gera lucro no mundo, levando pessoas para exploração sexual e para o tráfico de drogas”, afirmou. Ela fez um apelo: “Pedimos que os governantes tomem mais consciência e façam mais sensibilizações”.
A CRB Paraná apoia o movimento com trabalhos de conscientização, panfletagem e reflexão, além de socorrer eventuais vítimas.
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Por
Joka Madruga

