Neste 13 de agosto, a Igreja Católica celebra a memória litúrgica de Santa Dulce dos Pobres, a primeira santa brasileira, reconhecida por sua dedicação incansável aos mais necessitados. Conhecida como o “Anjo Bom da Bahia”, Santa Dulce transformou a fé em gestos concretos de amor, acolhendo pobres, doentes e pessoas em situação de vulnerabilidade ao longo de toda a sua vida. A data escolhida para sua festa litúrgica recorda o dia em que Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes recebeu o hábito religioso e assumiu o nome de Irmã Dulce, em 1933.
Seu legado permanece vivo em iniciativas que seguem o mesmo espírito de caridade e cuidado com os mais vulneráveis. Em Curitiba, um exemplo desse compromisso é o Centro de Acolhida e Integração Santa Dulce dos Pobres, espaço mantido pela Cáritas da Arquidiocese de Curitiba em parceria com a Arquidiocese de Curitiba.
Localizado na Rua Professor Benedito Conceição, 1691, no bairro Capão da Imbuia, o centro é voltado ao apoio temporário de migrantes e refugiados em situação de extrema vulnerabilidade, oferecendo acolhimento e oportunidades de integração para aqueles que chegam à capital paranaense em busca de uma nova vida.
A missão do espaço dialoga diretamente com os ensinamentos de Santa Dulce dos Pobres, que dedicou sua existência à promoção da dignidade humana, especialmente entre aqueles que mais necessitavam de apoio. Sua atuação ficou marcada pela capacidade de enxergar em cada pessoa a presença de Cristo, transformando pequenos atos de solidariedade em uma grande obra social que ultrapassou fronteiras e inspirou gerações.
Ao recordar Santa Dulce dos Pobres, a Igreja convida os fiéis e toda a sociedade a renovarem o compromisso com a fraternidade, a acolhida e a defesa da dignidade humana. Em Curitiba, o centro que leva seu nome é um testemunho concreto de que a solidariedade continua sendo um caminho capaz de transformar vidas e construir esperança para quem mais precisa.