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O SEMEADOR | Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 2 – Número 43 – 08/02/2026

SEMEADOR Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 2 – Número 43 – 08/02/2026 5ª Domingo do Tempo Comum “Naquele tempo, disse Jesus

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SEMEADOR

Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 2 – Número 43 – 08/02/2026

5ª Domingo do Tempo Comum

“Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 13 “Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15 Ninguém acende uma lâmpada, e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim, num candeeiro, onde brilha para todos que estão na casa. 16 Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.

Mt 5,13-16.

SAL E LUZ NA MISSÃO EDUCATIVA

Jesus escolhe duas imagens que cabem no cotidiano de qualquer escola: sal e luz. O sal dá gosto. A luz permite enxergar. Quando um deles falta, a vida perde sentido e o caminho escurece.

Há um detalhe precioso: “sabor” e “saber” partilham a mesma raiz, como “sabedoria”. Ser sal, então, é mais do que “influenciar” os outros. É cultivar um saber que dá sentido, um tipo de sabedoria que devolve o gosto ao próprio existir. Para quem educa, isso é decisivo: ninguém sustenta por muito tempo a missão educativa apenas com técnica, planilha e protocolo. A educação pede interioridade, sentido, esperança. Aqui, cabe lembrar que o educador é, antes de tudo, aquele que partilha o saber como sabor.

Jesus também alerta: o sal pode ficar insosso. E isso acontece quando a existência se torna vazia, fria, sem vitalidade. O Papa Francisco aponta causas de cansaço e desmotivação que, para nós, educadores, soam muito concretas: projetos irrealizáveis que esmagam o possível; a expectativa de que “tudo caia pronto do céu”, sem processo; sonhos movidos por vaidade, e não por serviço; normas acima das pessoas; ansiedade por resultados imediatos, sem preparar o coração para a crítica, a cruz e o fracasso. Em pouco tempo, instala-se um clima de tristeza funcional, uma espécie de “psicologia do túmulo”, onde se continua trabalhando, mas por dentro já se apagou a alegria.

O sabor volta quando mudamos de atitude: reconhecer limites, celebrar conquistas sem ilusões. E, sobretudo, quando aprendemos a viver o hoje como tempo de Deus: a aula de hoje, o encontro de hoje, o educando de hoje. É mais fácil lamentar o passado ou idealizar o futuro, mas a missão educativa acontece no presente.

E Jesus completa: “sejam luz”. No chão da escola, ser luz significa viver gestos diários de misericórdia pedagógica. O educador pode ser um luzeiro, porque ele orienta a vida, sobretudo dos jovens. Hoje, muitos deles estão perdidos, nas trevas, sem luz.

 

Para meditar ao longo da semana

1) Onde minha vocação educativa está perdendo sabor? É cansaço acumulado, excesso de exigências, solidão, burocracia, falta de reconhecimento?

2) Existem expectativas longe da realidade que têm me adoecido? Estou sustentando projetos irrealizáveis, esperando resultados imediatos”?

3) Quem precisa da minha luz na escola hoje? Um estudante fragilizado, uma família em crise, um colega desmotivado, um funcionário que passa desapercebido pela maioria.

 

Vivência concreta

1) Ensinar com sabor e com sentido. Em cada aula, procure revelar como o conteúdo se conecta com a vida. Diga, com simplicidade, para que serve o conteúdo ensinado, que pergunta humana ele toca, que horizonte ele abre. Use exemplos do cotidiano, casos reais, imagens, perguntas breves e aplicações práticas. A meta é que o educando perceba: “isso tem a ver comigo”. Assim, o conhecimento deixa de ser só informação e se torna sabedoria: um saber que dá sentido, que traz gosto, que alimenta.

2) Acender uma luz para um educando invisível. Escolha um estudante que esteja calado, agressivo, cansado ou ausente. Sugestões: chamar pelo nome, escutar sem pressa, falar sobre a vida de modo positivo e prospectivo.

3) Em vez de “carregar tudo sozinho”, procure um colega para uma troca: materiais, estratégias, dificuldades, oração, ou simplesmente a escuta. Seria muito interessante, se houvesse no seu ambiente momentos de uma roda breve de conversa entre professores, com foco em apoio mútuo e sentido da missão.

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