Prefeitura de Curitiba deu um passo importante na defesa da vida e na proteção dos profissionais da saúde com a instituição da Patrulha da Vida e da Saúde, anunciada nesta quarta-feira (22/4), no Palácio 29 de Março. A iniciativa, assinada pelo prefeito Eduardo Pimentel, estabelece a atuação da Guarda Municipal na fiscalização de clínicas de aborto clandestinas e de estabelecimentos de saúde irregulares, além de reforçar a segurança nas unidades de atendimento.
A Arquidiocese esteve presente, apoiando a iniciativa através do padre José Aparecido. Também esteve neste momento o padre Silvio Roberto, cuja atuação à frente da Casa Pró-Vida Mãe Imaculada é reconhecida pelo compromisso com a defesa e a promoção da vida desde a concepção. Bispo Cirino Ferro, presidente do Conselho dos Bispos e Pastores do Paraná esteve junto na solenidade.
Durante o evento, o prefeito destacou a importância da medida. “É uma ação importante para preservar a vida de quem vai nascer e garantir a integridade física dos profissionais que integram o melhor SUS do País, o de Curitiba, para que eles tenham tranquilidade ao exercer o dom de cuidar de outras pessoas”, afirmou.
A nova patrulha surge também como resposta a um cenário preocupante. Em 2025, foram registrados 42 casos de agressões a profissionais da saúde municipal. Em 2026, até a primeira quinzena de abril, já são 14 ocorrências. Nesse contexto, a proteção aos trabalhadores da saúde torna-se uma urgência concreta.
Com um modelo inédito de gestão integrada entre segurança pública e saúde no âmbito das guardas municipais brasileiras, a Patrulha da Vida e da Saúde contará com uma equipe especializada, sediada na Secretaria Municipal da Saúde. Além de atuar na fiscalização de irregularidades, também oferecerá suporte em situações de conflito nas unidades de atendimento.
A secretária municipal da Saúde ressaltou que garantir a segurança dos profissionais é fortalecer todo o sistema: quando aqueles que cuidam estão protegidos, o atendimento se torna mais humano, eficiente e presente.
A iniciativa também prevê o reforço na fiscalização de clínicas clandestinas de aborto e estabelecimentos irregulares. Denúncias podem ser feitas pelos canais oficiais: 156 (Vigilância Sanitária) e 153 (Guarda Municipal).
