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O SEMEADOR | Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 2 – Número 61 – 14/06/2026

SEMEADOR Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 2 – Número 61 – 14/05/2026 11º Domingo do Tempo Comum Vicariato para a Educação

O SEMEADOR | Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 2 – Número 61 – 14/06/2026

SEMEADOR

Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 2 – Número 61 – 14/05/2026

11º Domingo do Tempo Comum

Vicariato para a Educação – Arquidiocese de Curitiba

Naquele tempo, 36 Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37″A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.38 Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”10,1 Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade. 2 Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João; 3 Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4 Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus. 5 Jesus enviou estes Doze, com as seguintes recomendações: “Não deveis ir aonde moram os pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! 6 Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! 7 Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8 Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!” 

Mateus 9,36-10,8

Da compaixão ao anúncio ”

O Evangelho deste domingo nos mostra que a compaixão é o ponto de partida de toda ação pastoral e missionária. O primeiro movimento de Jesus é o olhar. Antes de ensinar, curar e enviar, Cristo vê as multidões e percebe que estão “cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor” (Mt 9,36). Ele tem um olhar atento para as mazelas do seu tempo e, diante do sofrimento do povo, se compadece.

Movido de compaixão, Jesus reconhece que a necessidade de cuidar das pessoas é grande e urgente. Mas, apesar da missão ser D’ele,  Cristo conta com a colaboração humana, por isso chama os doze apóstolos e lhes confere autoridade para anunciar o Reino de Deus, curando, restaurando e purificando as “ovelhas perdidas” que mais precisam.

Ainda hoje, Cristo se compadece de seu povo, que ainda necessita de vida nova, de justiça e de uma mentalidade renovada, fundada no amor, na paz, no diálogo e no respeito. E Ele continua convidando sua Igreja a ser missionária da sua Palavra.

Na escola, quem são essas “ovelhas perdidas”? O aluno que ninguém quer na turma. O estudante que já reprovou várias vezes. A criança com deficiência que, segundo alguns, “atrapalha” o ritmo da classe. O jovem que trabalha de dia e estuda à noite, exausto. A pedagogia de Jesus nos desinstala: o centro da atenção não é o “aluno ideal”, mas aquele que mais necessita de um pastor.

Por isso, aos professores, Cristo confia uma missão especial, que é olhar para cada aluno com compaixão e compreensão. Para o educador, compaixão não é sentimentalismo. É a disposição de se deixar afetar pelo sofrimento do estudante. É chegar mais cedo para conversar com quem sempre se atrasa. É ligar para a família do aluno que sumiu. É adaptar a aula para o estudante com deficiência, mesmo quando ninguém está vendo. É lembrar que cada prova corrigida carrega um nome, uma história, uma dignidade. É dar uma palavra de confiança que eleva a autoestima, que abre um sonho, que faz brotar esperança. São muitas as possibilidades de anunciar o Evangelho no cotidiano escolar.

O educador é um discípulo missionário de Cristo, e quando semeia a esperança, já está apresentando um pedaço do Reino de Deus aos seus alunos.

Peçamos ao bom Deus que nosso coração não se endureça diante das mazelas do mundo. Que as dificuldades e as repetições do cotidiano e da sala de aula não nos façam perder a sensibilidade. Que jamais deixemos de sentir compaixão por quem mais precisa. Que nosso olhar seja sempre atento, que nossos pés estejam dispostos a caminhar e que nossa boca sempre se abra para o anúncio do Reino.

Para meditar ao longo da semana

  • Meu olhar tem sido de compaixão ou de julgamento?
  • Consigo perceber quem está cansado, abatido ou precisando de ajuda?
    Minhas palavras e atitudes se levantam ou desanimam?
  • Tenho permitido que o cotidiano endureça meu coração?

Vivências concretas para a semana

  • Escolha, a cada dia, um aluno para observar com mais cuidado e carinho.
  • Diga algo positivo e encorajador para pelo menos um aluno por dia.
  • Reserve um momento para ouvir alguém sem pressa (aluno, colega ou familiar).
  • Em alguma aula, conecte o conteúdo com valores como respeito, esperança ou solidariedade.
  • Escolha alguns nomes e coloque-os em oração ao longo da semana.

FORMAÇÃO DE AGENTES: EDUCADORES MISSIONÁRIOS DE ESPERANÇA

O Vicariato para a Educação da Arquidiocese de Curitiba convida você para um caminho formativo que vai além do ensino: formar Educadores Missionários de Esperança (EMEs), capazes de transformar realidades à luz do Evangelho.

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📅 20 de junho e 25 de julho de 2026
🕒 Período da tarde
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Educar é semear o futuro. Evangelizar é dar sentido eterno a essa missão. 🌱

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