SEMEADOR
Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 2 – Número 62 – 21/05/2026
Santos Pedro e Paulo Apóstolos, Solenidade
Vicariato para a Educação – Arquidiocese de Curitiba
Naquele tempo, 13 Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14 Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; Outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15 Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16 Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17 Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18 Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.
Mateus 16, 13-19.
São Pedro e São Paulo nos ajudam a pensar a missão de educar
Estes dois personagens foram grandes educadores e nos ensinam a educar.
Pedro era impulsivo, questionador, cheio de contrastes. Era sempre o primeiro a confrontar o Senhor. Seguiu Jesus, mas nem sempre compreendeu o caminho do Mestre. Confessou a fé, mas também negou. Afundou nas águas, mas segurou a mão de Jesus. Pedro nos ensina que ninguém nasce pronto. A fé amadurece no caminho, nas crises, nas perguntas e nos recomeços.
No mundo da educação, Pedro nos lembra que educar é acompanhar processos. O educando não pode ser reduzido ao erro, à dificuldade ou à sua pior fase. Educar é ajudar a pessoa a crescer, a fazer perguntas, a descobrir quem é e a encontrar um caminho possível. Os questionadores são lugares abertos para o desabrochar de novos caminhos.
Paulo, por sua vez, é o comunicador das estradas. Judeu, urbano, aberto à cultura grega, soube dialogar com mundos diferentes. Não ficou fechado em Jerusalém. Levou o Evangelho para além das fronteiras. Suas cartas nasciam da vida concreta das comunidades. Ele olhava a realidade e a iluminava com a fé.
No mundo da educação, Paulo nos lembra que educar é dialogar com o tempo presente. A escola não pode se fechar em fórmulas antigas. Precisa escutar os jovens, compreender a cultura, enfrentar os novos desafios e abrir horizontes. Educar é comunicar esperança.
Pedro ensina a firmeza de quem amadurece. Paulo ensina a abertura de quem sai em missão. A educação precisa dos dois: pedra firme e caminho, cuidado e ousadia, perguntas profundas e diálogo com o mundo.
O educador deve ser como Pedro e Paulo, ou seja, uma pessoa altiva, audaz, forte, que mostra a sua posição. As duas colunas nos ensinam que a santidade é um caminho cheio de humanidades que se inserem no concreto da vida. Os dois são luminares para o mundo da educação.
Para meditar durante a semana
- Em que aspecto da minha missão educativa eu preciso recomeçar, como Pedro?
- Com quais realidades, culturas ou desafios eu preciso dialogar melhor, com abertura para a diversidade, como Paulo?
- Tenho educado mais pela rigidez, pela pressa, pelo medo ou tenho uma coragem e altivez autêntica?
Vivência concreta
Você deve guardar algo de Pedro: a coragem de se questionar e recomeçar. Você deve guardar algo de Paulo: a abertura para dialogar e ir mais longe. Você vai educar melhor quando unir firmeza, escuta e esperança.
Como isso pode se tornar vivência concreta?