Na manhã do Segundo Domingo deste advento, pelas 10 horas houve uma Solene Celebração Eucarística na Capela Nossa Senhora do Carmo, na Comunidade de Antonio Rebouças, município de Campo Largo. Nesta localidade nasceu e cresceu um menino que completou 70 anos de Ordenação Presbiteral.

Estiveram presentes familiares, parentes e amigos. A Grande Festa preparada para o mais ilustre filho do lugar começou com uma acolhida, seguida de uma homenagem (ver link), tendo como ponto alto a Santa Missa e um Almoço Festivo. A Missa em Ação de Graças foi presidida pelo “jovem jubilando” (Dom Pedro Antônio Marchetti Fedalto) que fez belíssima homilia, e concelebrada por Dom Ricardo Hoepers, Bispo Auxiliar de Brasília e Secretário Geral da CNBB; Dom Celso Antônio Marchiori, Bispo Diocesano de São José dos Pinhais-PR e Dom Reginei José Modolo, Bispo Auxiliar de Curitiba. Entre os sacerdotes presentes destacaram-se os primos do jubilando Padre Fernando Costa, Passionista, Frei Aroldo Fedalto Koehler, OFM e Frei Daniel Lovato, OFMCap, bem como os conterrâneos Monsenhor Francisco Fabris, Padre Jonacir Francisco Alessi e Padre Osmair José Prestes, além do Pároco Padre Fernando Pieretto e do Padre William Rone da Silva Lemes. Na ocasião, entre os presbíteros presentes, o Padre Fabiano Dias Pinto, Reitor do Seminário Maior Rainha dos Apóstolos, dirigiu uma homenagem ao “Setuagenário como presbítero”, recordando em versos a sua história.

Louvado seja Deus pelos 97 anos de vida e 70 anos de sacerdócio de Dom Pedro Fedalto. Agora, seus ente queridos aguardam a Celebração dos 100 anos de vida, já marcada para 11 de agosto de 2026.
DEO GRATIAS!
Padre Fabiano Dias Pinto preparou uma linda homenagem com imagens. Confira na íntegra:
VERSOS PARA DOM PEDRO FEDALTO – 70 ANOS DE ORDENAÇÃO PRESBITERAL
Homenagem na Colônia Antônio Rebouças- Campo Largo-PR Domingo, 9 de dezembro de 2023
Padre Fabiano Dias Pinto
Reitor do Seminário Maior Rainha dos Apóstolos
Arquidiocese de Curitiba
Bom dia a quem me escuta, neste dia a ser festejado. Depois de tanta labuta, este menino está sentado!
Permita-me, falar de tal luta, bem aqui ao seu lado…
Versos, rimas, história arguta, vamos lembrar o sacerdócio do homenageado.
Atenção às velas que entrarão, com um símbolo expressivo.
Ao todo 7 serão, recordando algo bem vivo!
Homenagem aos “setentão”: padre e bispo produtivo. Relembrar o 7, perfeição, de um vocacionado efetivo!

Pais católicos de muita fé, a imagem expressa com ardor.
Nos colos do Seu Giácomo e da Dona Corona, pois é? Aprendeu aí amor!
Aos 11 de agosto de 1926, não é? Ouviu-se um choro encantador…
Nesta colônia de boa fé, veio à luz um grande senhor.
Primogênito de agricultores, em meio a luzes e cores.
Na família aprendeu valores, a fugir de pecados tentadores.
Em meio a festas religiosas, polenta, vinho e flores,
Quis ser padre: a Deus expressar louvores!

E qual Jesus Menino, no Templo apresentado.
Um dia o tal Pedrinho, para Igreja seria levado.
E não podia por qualquer um, ser tal bebê entronizado!
11 de setembro de 1926, cristão, que dia encantado!
Do Santo Padre Natal Pigato, último batizado realizado. E sabia, da batismal pia, quem seria? No céu deve estar lisonjeado!
O italiano missionário, homem tão abnegado.
Dá o nome de Pedro Antônio, a este grande predestinado.
É tal o chamado de Deus, que ao ser humano atenta!
O Espírito Santo inspira, a oração do povo sustenta.
E então eis que brota, o que Jesus acalenta.

Alguém tem que dar o toque inicial a esta ideia benta.
Quem o impulsiona é o professor Luis Lorenzi, em 1940.
Mandou-o ao Seminário São José, será que lá tinha boa polenta?
Verdade não se inventa, a formação oferecida, sua vida fomenta!
Depois de 13 anos de Seminário, sua vocação sedimenta.
E eis que morre o arcebispo, quando cursava a Teologia.
Dom Atico Eusébio da Rocha infarta, vem choro e depois euforia.
Chega o 3º arcebispo, e volta a reinar a alegria.
Dom Manuel da Silveira D’Elboux, quão importante para ele seria!

Ah, pois que diz o seu sucessor, que de outro modo não falaria.
Ora, são palavras suas, Dom Pedro, quem não recordaria?
“O que sou, devo a Dom Manuel”. Será que esta gente já sabia?
Bom é render graças a Deus por esta grande parceria.

Por conta disso é que aqui estamos jubilosos, em celebração.
O grande dia foi uma manhã de sábado, que emoção!
6 de dezembro de 1953, a ordenação!
Tem até a casula histórica, que ele vestiu naquela ocasião.
Dom Manuel, o ordenante, o leva para morar no arcebispado.
Mas, não era bem isso que o jovem padre, para si tinha sonhado. Seria um rejeitado?
Obediente, começa junto ao santo arcebispo, desde a Cúria um belo apostolado.
E por conta disso, treze anos mais tarde, em 1966, vem o episcopado!

Verdade é que ele sempre foi protegido, da Mãe do Carmo um filho querido.
Arcebispo desde 1971, homem ungido. Da Cátedra da Virgem da Luz veio então incumbido.
Não fosse ela a proteger, poderia ter fugido. Muito ele pode fazer, agora é reconhecido!
Longevo e perseverante, em 2004 emérito, enaltecido. Cheio de graça, junto ao povo comovido.
“A verdade da caridade”, lema que da Escritura tomou.
57 anos de Bispo, ao Evangelho e a falar de perto aos outros se dedicou.
Ah, que bênção, tantas vezes a Palavra ele pregou, a Igreja regeu e a santificou.
Mais expressivo sempre foi seu afeto: isso marcou!
Almas sob o céu, na terra consolou!
