Na Arquidiocese de Curitiba, o mês de julho ganha uma cor e um significado muito especiais. É o período em que todas as paróquias e comunidades se unem na campanha de conscientização sobre o Dízimo. Longe de ser apenas uma arrecadação de recursos ou o pagamento de uma taxa, a Igreja local aproveita este mês para aprofundar a espiritualidade e a beleza desse gesto, fundamentando-se nos ensinamentos do Documento 106 da CNBB (“O dízimo na comunidade de fé: orientações e propostas”).
O documento nos lembra que o dízimo nasce de um coração evangelizado:
“O dízimo é uma contribuição sistemática e periódica dos fiéis, por meio da qual cada comunidade assume, corresponsavelmente, sua sustentação e a da Igreja. Ele pressupõe pessoas evangelizadas e comprometidas com a evangelização.” (CNBB, Doc. 106, n. 6)
Para que essa partilha faça sentido na vida do cristão, o Documento 106 destaca que o dízimo se desdobra em quatro dimensões essenciais, que ajudam a manter a engrenagem da fé e da caridade funcionando em nossa Arquidiocese:
Dimensão Religiosa
É a nossa relação de amor e gratidão com Deus. Ao devolver o dízimo, o fiel reconhece, de forma humilde e generosa, que tudo o que ele tem — a vida, a saúde, o trabalho — é um dom que vem do Senhor.
Dimensão Eclesial
Manifesta o senso de pertença à comunidade. É através dele que a paróquia mantém as suas estruturas físicas acolhedoras, garantindo o espaço para as celebrações, os sacramentos e a vida comunitária.
Dimensão Missionária
O dízimo financia a evangelização para além dos limites da própria paróquia. Ele ajuda a manter a catequese viva, a formação de leigos e o suporte a regiões que necessitam de auxílio para que a Palavra de Deus continue se espalhando.
Dimensão Caritativa
É a fé traduzida em gestos concretos de solidariedade. Uma parte significativa do dízimo é voltada para o cuidado com os mais vulneráveis, sustentando as obras sociais e o amparo aos necessitados na nossa arquidiocese.
Um chamado à mobilização e ao testemunho
Para motivar a participação de toda a comunidade nessa caminhada, o Padre Eder Szpak Meiga, Assessor Eclesiástico da Comissão da Dimensão Econômica e Dízimo, reforça a importância do engajamento coletivo neste mês especial:
“Como Comissão da Dimensão Econômica e Dízimo, queremos motivar cada pároco, conselho, pastoral e movimento a se mobilizarem. Vamos fazer de julho um mês de acolhida e testemunho! Incentivamos as comunidades a realizarem celebrações festivas, momentos de partilha de testemunhos e ações de conscientização. Que as nossas comunidades sejam ambientes onde o dizimista se sinta valorizado e onde os novos irmãos compreendam a beleza desse chamado. Contamos com o empenho, a criatividade e o testemunho alegre de cada um de vocês. Que o Senhor abençoe generosamente o trabalho de nossas lideranças e a vida de nossas famílias.”
Por fim, o mês de julho nos convida a recordar que ser dizimista é uma escolha pessoal, livre e alegre, que brota do nosso compromisso de Batismo. Quando assumimos essa corresponsabilidade, deixamos de ser meros espectadores e passamos a ser construtores ativos da comunidade, vivendo a verdadeira comunhão fraterna.
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Por
Comissão da Dimensão Econômica e Dízimo
Arquidiocese de Curitiba