SEMEADOR
Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 1 – Número 27 – 19/10/2025
Vicariato para a Educação – Arquidiocese de Curitiba
Naquele tempo, Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo: “Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha a agredir-me!” E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”
Lucas 18, 1-8.
Irmãos e irmãs!
O Evangelho deste domingo nos apresenta a parábola da viúva que insiste diante do juíz. Desta forma, Jesus nos ensina a importância da perseverança na oração e da confiança em Deus que é justo, fiel e isento de interesses próprios e gananciosos.
Na missão de educar, somos muitas vezes confrontados com situações que exigem paciência, firmeza e equilíbrio. Os desafios em sala de aula, as dificuldades de aprendizagem, as condições muitas vezes limitadas de trabalho e até mesmo a falta de reconhecimento podem nos desanimar. No entanto, o Senhor nos convida a não perder a esperança mas permanecer fiéis na oração e no compromisso com vossa vocação que é educar.
Assim como a viúva não se deixou vencer pelo cansaço, também o educador é chamado a insistir, acreditar e defender a justiça, o crescimento e a dignidade de cada educando. Nossa perseverança não é apenas esforço humano ou acaba em nós mesmos. Reflete em muitos e nasce da fé em um Deus que escuta, acolhe, vê e ama.
O Mestre nos pergunta ao final: “Quando o Filho do Homem vier, encontrará fé sobre a terra?”
Essa é também uma provocação para os educadores: seremos capazes de cultivar em nossos estudantes não apenas o conhecimento, mas também a fé, a esperança, o amor e a coragem de lutar pela paz e pelo bem?
Que este Evangelho nos inspire a rezar sempre e a nunca desistir, para que nossa prática educativa seja sinal de justiça, de amor e de fé viva no coração das novas gerações.