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Partilhando Experiências com a Catequese – Eu e a catequese

Minha experiência como catequista começou na adolescência. Iniciei com uma turminha de 6 catequizandos e fui me apaixonando. Queria fazer

Partilhando Experiências com a Catequese – Eu e a catequese

Minha experiência como catequista começou na adolescência. Iniciei com uma turminha de 6 catequizandos e fui me apaixonando.

Queria fazer diferente do que tive, não que foi algo ruim, mas gostaria que os catequizandos aprendessem e vivenciassem algo a mais. E esse algo a mais fui buscar pesquisando e lendo em livros, procurando mensagens do dia a dia que se adaptassem com o texto bíblico do encontro, pois, era a única maneira de aprender, uma vez que não tinha a facilidade de hoje: internet, formações, cursos, retiros, isso é mais recente.

Com o tempo fui convidada a ser vice coordenadora, depois coordenadora e o ciclo foi se alternando: coordenadora, vice e catequista. E só consegui ser coordenadora, em razão de ter o apoio do padre, catequistas e dos pais, onde consegui grandes amizades que carrego até hoje.

Como coordenadora aprendi a fazer o planejamento, fazia em julho, passava ao padre e aos catequistas para sugestões e avaliação, sendo as principais datas: o início dos encontros, datas dos Sacramentos e as datas das Entregas.

O início dos encontros geralmente antes da Quaresma, separando mais de 30 encontros ao ano, para o término ser na primeira semana de dezembro.

As datas dos Sacramentos no Tempo Pascal e as Entregas no mês de outubro e novembro, em uma Celebração junto com a comunidade, convidando pais, responsáveis, avós e padrinhos.

Sempre foi uma Celebração bonita, emocionando pais e catequizandos. O padre convidava-os para irem até o altar, explicava o que era a Entrega, pedia aos pais que falassem algo especial ao seu (sua) filho(a). Os catequizandos recebiam de seus pais a Entrega e em seguida o padre fazia uma benção especial.

As preparações próximas eram realizadas por diáconos, seminaristas, catequistas ou alguém convidado de fora. Se possível escolhíamos lugares diferentes, como a Capela do Colégio ao lado da Igreja, que tem um mini bosque, com bancos e uma paz especial para os catequizandos.

A preparação para o retiro era organizada com os catequistas da turma que iria receber os Sacramentos, com a escolha de um tema, dia, local, palestrantes e pessoal de trabalho. Pedíamos aos pais uma ajuda de custo para o transporte, aluguel do local, almoço e também que se possível um prato de doce/salgado para os lanches.

Enquanto os catequizandos estavam no retiro, fazíamos uma tarde de encontro com os pais/responsáveis, com a ajuda do movimento de casais. Escolhíamos um tema referente a família, sempre tivemos uma boa receptividade.

A inscrição para o ano seguinte, fazíamos no mês de novembro, com cada catequizando levando uma ficha de inscrição e no verso um termo de compromisso, onde constava que os pais são os primeiros catequistas e responsáveis pela transmissão da fé de seu filho; que uma vez ao mês teriam um encontro em casa junto com a família; que deveriam participar de reuniões, Celebrações, quando convocados; mínimo de faltas, e também citávamos sobre a escolha de padrinhos para a Crisma (todos os requisitos para poder ser padrinho), independente de etapa, pois quando chegassem na 5ª etapa , não alegassem desconhecimento.

Os encontros sempre de uma hora e trinta minutos nos sábados pela manhã, sendo o segundo sábado do mês em casa com a família. Com isso os catequistas se reúnem para fazerem uma reunião e/ou formação.

Para a escolha e convite de um novo catequista, fizemos uma carta convite, que era entregue pessoalmente ao convidado, de preferência em sua casa, pelo coordenador e a resposta deveria ser falada diretamente ao padre. Com a resposta positiva, orientávamos a participarem do IAFFE e inserimos como auxiliar em uma turma.

E para o encerramento dos encontros, fazíamos um almoço, para catequizandos e pais, depois da missa de encerramento do ano. Organizávamos uma rifa com antecedência, para que com o valor arrecadado não precisarmos cobrar dos catequizandos, somente dos pais cobrávamos um valor mínimo para pagar as despesas faltantes.

O que também me ajudou, foi o envolvimento nas reuniões do Setor. Tivemos muitas trocas de experiências, desabafos, conheci realidades que em nossa Paróquia não tinha, fiz amizades. Conseguimos a união do Setor e realizamos a 1ª Escola Discípulo Amado e o Colóquio Catequético do Setor. E isso foi uma experiência extraordinária, teve perrengue, mas isso somente nos fortaleceu.

Ser catequista é amar, respeitar, levar ao outro quem foi Jesus, seus ensinamentos.

E como diz o Documento de Aparecida: “Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas e fazê-lo conhecido, com nossa palavra e obras é a nossa alegria”.

No momento, estou como catequista no Catecumenato. Está sendo uma experiência totalmente diferente com a que tive com as crianças. Mas se Deus e o meu pároco me confiaram essa missão, espero cumprir com muito amor e zelo e continuar meu caminho seguindo os passos de Jesus e levando a sua Palavra onde eu estiver.

Cristiane Cionek Beggiora  –  Catequista da Paróquia Madalena Sofia

 

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