Com a realização da Coleta Nacional da Solidariedade no Domingo de Ramos, a Igreja no Brasil deu mais um passo concreto no compromisso com os mais necessitados. Agora, na Arquidiocese de Curitiba, o chamado se volta à próxima etapa desse gesto: a apresentação de projetos sociais que serão beneficiados com os recursos arrecadados. O Fundo Diocesano de Solidariedade tem como objetivo incentivar e apoiar ações concretas de enfrentamento às vulnerabilidades sociais, em sintonia com a Campanha da Fraternidade deste ano, que propõe a reflexão sobre o tema “Fraternidade e Moradia”. O período para submissão das propostas segue aberto até o dia 10 de abril de 2026.
De acordo com a coordenadora geral da campanha na Arquidiocese, Salete Bez, há uma ampla diversidade de iniciativas que podem ser contempladas. “Podem ser inscritos projetos voltados ao combate à fome, geração de renda, capacitação profissional, ações socioambientais, atividades educativas, culturais e também iniciativas na área da saúde, especialmente aquelas direcionadas às populações mais vulneráveis”, explica.
Podem participar paróquias, comunidades, pastorais, organismos da Igreja e também organizações da sociedade civil que atuem na área de abrangência da Arquidiocese de Curitiba, que inclui, além da capital, municípios da Região Metropolitana como São José dos Pinhais, Colombo, Pinhais, Araucária, Almirante Tamandaré, Campo Largo, Campo Magro e Fazenda Rio Grande. Mesmo que a instituição tenha sede em outra localidade, o projeto precisa ser desenvolvido dentro desse território.
O edital permite a inscrição de mais de um projeto por proponente, porém apenas um poderá ser contemplado. “É importante que cada proposta seja bem estruturada, com objetivos claros e alinhamento às diretrizes do Fundo Diocesano de Solidariedade”, ressalta Salete.
A seleção será realizada por um conselho gestor, que levará em consideração critérios como coerência com a temática da Campanha da Fraternidade, relevância social, viabilidade técnica e financeira, clareza no planejamento e capacidade de execução. A prestação de contas também é um dos pontos fundamentais no processo de avaliação. Segundo a coordenadora, não é necessário que o projeto já esteja em andamento. “Tanto iniciativas já existentes quanto projetos novos podem ser inscritos. O essencial é que tenham consistência, impacto social e condições reais de serem executados”, afirma.
Os projetos poderão prever a execução até a data máxima de 15 de março de 2027, possibilitando o desenvolvimento de ações estruturadas e de impacto real nas comunidades atendidas. Para aqueles que desejam participar, mas ainda têm dúvidas sobre a elaboração das propostas, a Arquidiocese de Curitiba oferece suporte com orientações, modelos de documentos e acompanhamento técnico. “Queremos que boas ideias possam se transformar em ações concretas”, reforça Salete Bez.
Mais do que uma etapa administrativa, este é um convite à continuidade do gesto vivido no Domingo de Ramos: transformar a solidariedade em ações concretas que promovam dignidade e esperança. Mais informações e o acesso ao edital estão disponíveis nos canais oficiais da Arquidiocese de Curitiba.
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Por Setor de Comunicação da Arquidiocese de Curitiba