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O SEMEADOR | Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 2 – Número 69 – 09/08/2026

SEMEADOR Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 2 – Número 69 – 09/08/2026 19º Domingo do Tempo Comum Vicariato para a Educação

O SEMEADOR | Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 2 – Número 69 – 09/08/2026

SEMEADOR

Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 2 – Número 69 – 09/08/2026

19º Domingo do Tempo Comum

Vicariato para a Educação – Arquidiocese de Curitiba

Depois da multiplicação dos pães, 22 Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23 Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho.  24 A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25 Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26 Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27 Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” 28 Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. 29 E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30 Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31 Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32 Assim que subiram no barco, o vento se acalmou. 33 Os que estavam no barco, prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”  

Mateus 14, 22-33.

O Evangelho de Mt. 14,22-33,  apresenta uma cena profundamente humana: a tempestade em alto-mar enfrentada pelos discípulos. Eles estão no barco; o vento é contrário, as ondas são fortes e a noite é escura. O medo toma conta de seus corações.

É justamente nesse cenário que Jesus vem ao encontro dos discípulos, caminhando sobre as águas. Ele não elimina imediatamente a tempestade, mas se faz presente no meio dela. Sua primeira palavra é um convite à confiança: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” Pedro, impulsionado pela fé, pede para ir ao encontro de Jesus e também caminha sobre as águas. Porém, ao desviar o olhar de Cristo e fixá-lo na força do vento, começa a afundar. Então clama: “Senhor, salva-me!” Imediatamente, Jesus estende a mão e o segura.

Quantas vezes também nós educadores e educadoras  navegamos em meio às tempestades da vida! Dúvidas, pressões, cansaço, doenças, preocupações, perdas, incertezas, conflitos e tantos desafios podem nos desanimar e nos fazer perder a esperança. Há momentos em que sentimos que remamos sem sair do lugar, inseguros e tomados pelo medo.

Quando fixamos o olhar apenas nos problemas, o medo cresce e a fé enfraquece. Ao contrário, quando mantemos os olhos voltados para Cristo, descobrimos que Ele nunca abandona aqueles que caminham com Ele. Sua mão continua estendida para cada um de nós. Jesus não espera uma fé perfeita; espera apenas um coração disposto a confiar. Mesmo quando vacilamos, Ele permanece fiel, fortalece nossa esperança e nos convida a recomeçar.

Neste início do Mês Vocacional, somos chamados a renovar nossa resposta ao chamado de Deus. Toda vocação nasce do encontro com Cristo e cresce na confiança de que Ele caminha conosco, mesmo nas horas mais difíceis. Sua presença transforma o medo em esperança e nos fortalece para perseverar na missão.

A bela inspiração para a missão de educar à luz do Evangelho, que educar é, muitas vezes, navegar em mares agitados. São inúmeros os desafios, as mudanças, as inseguranças e as responsabilidades. Ainda assim, o educador/a continua  remando, acreditando que vale a pena semear, e,   como Pedro, é chamado a sair da segurança do barco e confiar. É preciso manter os olhos fixos em Cristo para não desanimar diante das dificuldades da educação. Cada gesto de acolhida, cada palavra de incentivo e cada ensinamento transmitido com amor tornam-se uma mão estendida àqueles que estão iniciando sua caminhada.

Em meio às tempestades do cotidiano, o educador/a  é chamado a ser sinal da presença de Deus, semeador/a da esperança e construtor/a de uma educação que humaniza, evangeliza e transforma vidas, começando pela própria vida para, então, alcançar a vida do outro. 

Que o Senhor fortaleça a vocação de todos os educadores, para que jamais percam a coragem de lançar sementes de esperança, certos de que Cristo caminha sempre ao seu lado.

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