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Campanha da Fraternidade, tempo de conversão

Por que a Igreja do Brasil, há cerca de 50 anos propõe a Campanha da Fraternidade no tempo da Quaresma?

Campanha da Fraternidade, tempo de conversão

Por que a Igreja do Brasil, há cerca de 50 anos propõe a Campanha da Fraternidade no tempo da Quaresma? Se a Quaresma é um tempo de conversão, por que se distrair com questões sociais? A conversão não é para Deus? Estas são perguntas que intrigam a mais de um cristão e cristã. E pensam que são coisas contraditórias.

O fato é que a nossa fé é, sim, pessoal e comunitária, mas também social e “ecológica”, como diz o Papa Francisco. O mesmo vale para a conversão. Nossa conversão precisa ser pessoal e comunitária, mas também social e ecológica, pois praticamos o mal não apenas contra Deus, mas também contra os irmãos/as, que vivem em sociedade e na Terra.

Este ano, a Igreja nos convida a pensar profundamente, diante de Deus, dos irmãos/as e da criação, como vivemos a nossa relação com os demais seres vivos que conosco compartilham esta “Casa Comum” chamada Terra. O meu estilo de vida é coerente com o respeito a todas as criaturas? Como vivo a relação com o uso dos recursos naturais disponíveis para nós e as gerações futuras? Usar deles de maneira desenfreada não é uma forma de egoísmo e individualismo?

Portanto, uma “conversão ecológica” também se faz necessária para que a nossa “conversão” seja mais “integral”, como reza o objetivo geral da Campanha da Fraternidade (CF) deste ano. A Campanha da Fraternidade quer nos oferecer um campo bem concreto da nossa vida que merece uma atenção especial neste tempo da Quaresma em vista de uma conversão.

A Igreja propõe, através da Campanha da Fraternidade, portanto, uma mudança no modo de pensar, sentir e agir, pois, como diz o Papa Francisco, “os modelos de pensamento influem realmente nos comportamentos” (LS n. 215). De tal modo que o exercício da conversão deve incidir na vida dos cristãos/as e dos cidadãos/as para “modificar os critérios de julgar, os valores que contam, os centros de interesse, as linhas de pensamento, as fontes inspiradoras e os modelos de vida da humanidade”, como nos lembra Paulo VI já em 1975 na Evangelii Nuntiandi, passagem que o texto-base da CF recupera no nº 1.

Para estar atento e participar:
Dia 05 de março:
10h – Coletiva de Imprensa, na Cúria da Arquidiocese de Curitiba;
12h – Missa de Abertura da Campanha da Fraternidade, presidida por Dom José Antonio Peruzzo, na Catedral Basílica de Curitiba (R. Barão do Serro Azul, 31 – Centro, Curitiba – PR)

Formações: Sua comunidade ou paróquia pode organizar uma formação sobre o tema da Campanha da Fraternidade 2025. Se precisar de apoio, entre em contato com os telefones abaixo.

Coleta Nacional da Solidariedade: No Domingo de Ramos, 13 de abril, acontece a Coleta Nacional da Solidariedade, um gesto concreto da Campanha da Fraternidade, que nos convida à conversão e à partilha. Os recursos arrecadados são destinados a projetos eclesiais e sociais, seguindo os critérios estabelecidos pelo edital do Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS). Participe e faça a diferença!

Fundo Diocesano de Solidariedade: Comunidades, paróquias e grupos podem inscrever seus projetos para receber apoio financeiro por meio do Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS). Informe-se sobre o edital, os critérios e os prazos de inscrição. Juntos, podemos transformar realidades!

Informações: Para esclarecer dúvidas, obter informações ou solicitar ajuda, entre em contato pelo telefone (41) 2105-6326/6353 (Comissão Sociotransformadora).

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