A Arquidiocese de Curitiba apresenta o selo comemorativo dos 100 anos, uma marca criada para unir toda a Igreja local em torno desta data histórica. O selo foi concebido como expressão visual da caminhada evangelizadora, das raízes espirituais e da identidade própria desta Igreja particular ao longo de um século. João Borges foi o designer responsável pela criação. Anteriormente, ele já havia desenvolvido a identidade visual de Corpus Christi, inclusive, premiada pela CNBB.
A proposta do selo parte da convicção de que celebrar cem anos é honrar a memória, fortalecer a unidade e renovar a missão de anunciar o Evangelho na cidade e em toda a região.
Nossa Senhora da Luz dos Pinhais: o coração do centenário
No centro da marca está Nossa Senhora da Luz dos Pinhais com o Menino Jesus, padroeira de Curitiba. Sua presença representa a maternidade da Igreja e a proteção divina que acompanha o povo curitibano desde os primórdios da evangelização.
A luz que irradia da Mãe de Deus — e que inspira o próprio nome da cidade — simboliza o caminho seguro que conduz ao Cristo e ilumina a história da Arquidiocese.
O povo de Deus: uma Igreja feita de rostos
Ao redor de Nossa Senhora surgem silhuetas de fiéis — homens, mulheres, jovens e crianças.
Essas figuras reforçam que o centenário não é apenas uma comemoração institucional, mas a memória viva de um povo que caminha unido na fé.
A Arquidiocese celebra, assim, não apenas sua estrutura, mas a comunidade que a sustenta: famílias, comunidades, pastorais, movimentos e paróquias que fazem da Igreja uma presença concreta na vida da cidade.
A Catedral Metropolitana e a araucária: símbolos da identidade local
A Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, marco histórico e espiritual de Curitiba, também compõe o selo. Ela aparece como sinal de unidade e como referência arquitetônica e religiosa da capital.
Ao lado, a araucária reforça a identidade paranaense. Presente no imaginário e na paisagem do estado, a árvore recorda que a fé se enraíza na terra onde o povo vive, cresce e constrói sua história.
O número 100 e a inspiração no selo: memória, oficialidade e missão
O elemento central da identidade visual é o número 100, desenvolvido com inspiração direta nos antigos selos de autenticidade.
O uso desse recurso tem dupla intenção:
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Oficialidade e autoridade, marcando a importância histórica do centenário.
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Referência bíblica, pois a Escritura fala do “selo de Deus”, que identifica e protege seu povo.
O projeto utiliza duas formas circulares — uma positiva e outra negativa — criando o efeito de um selo impresso sobre o papel. Da “contraforma” surge uma estrela de quatro pontas, evocando a Estrela de Belém, símbolo da luz que guia e sustenta a fé da Arquidiocese ao longo de cem anos.
As quatro linhas onduladas: Evangelho e universalidade
Outro elemento marcante são as quatro linhas onduladas, inspiradas nos selos postais.
Elas representam:
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os quatro evangelistas, que iluminam os fiéis com a Palavra;
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a missão universal da Igreja, que alcança a todos;
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o movimento constante de envio e anúncio, próprio de uma Igreja missionária.
Essas ondas reforçam a ideia de que, ao celebrar sua história, a Arquidiocese também projeta o futuro: uma evangelização sempre em saída.
Uma marca que resume 100 anos de fé
Segundo o projeto apresentado, todos os elementos — a padroeira, os fiéis, a Catedral, a araucária, o número 100 e os símbolos bíblicos — compõem a síntese visual da identidade da Arquidiocese:
uma Igreja mariana, enraizada em seu povo, missionária e guiada pela luz do Evangelho.
O selo celebrativo, utilizado em todas as ações de comunicação ao longo de 2026, será o principal símbolo das comemorações do centenário, convidando toda a Arquidiocese a viver este marco com gratidão, unidade e renovado espírito missionário.