SEMEADOR
Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 1 – Número 22 – 14/09/2025
Vicariato para a Educação – Arquidiocese de Curitiba
“Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: “Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.
João 3,13-17
A Exaltação da Cruz e a missão dos educadores
Em João 3,13-17, Jesus revela a Nicodemos o mistério da salvação: assim como a serpente foi erguida por Moisés no deserto para dar vida ao povo, também o Filho do Homem seria levantado na cruz, para que todo aquele que nele crer tenha a vida eterna. A cruz, sinal de condenação, torna-se fonte de salvação, porque nela se manifesta o amor infinito de Deus: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16).
Na celebração da Exaltação da Santa Cruz, a Igreja não contempla apenas o sofrimento, mas sobretudo o amor redentor que brota do madeiro. A cruz é escola de vida, onde se aprende que o amor verdadeiro implica entrega, paciência e esperança.
Nesse sentido, a missão do educador encontra um profundo paralelo com o mistério da cruz. Educar é, muitas vezes, carregar uma cruz silenciosa: exige sacrifício, renúncia, doação e fé no valor transformador daquilo que se semeia. O educador oferece sua vida em favor dos outros, acreditando que o amor plantado no coração dos educandos dará frutos no tempo certo.
Assim como Jesus foi “erguido” para atrair todos a si, o educador é chamado a ser sinal que eleva, inspira e conduz os alunos a horizontes mais altos. A cada gesto de paciência diante das dificuldades, a cada palavra de encorajamento diante do desânimo, a cada esforço para transmitir não apenas conteúdos, mas valores, o educador participa da lógica da cruz: doar-se para que o outro viva melhor.
Celebrar a Exaltação da Cruz é, portanto, também um convite aos educadores para contemplar sua missão à luz do amor de Cristo. Que, sustentados pela fé, não desanimem diante dos desafios, mas encontrem na cruz do Senhor a força para continuar sendo testemunhas de esperança e instrumentos de vida para aqueles que lhes são confiados.