Grupo de universitários encontra na espiritualidade equilíbrio para a rotina acadêmica e promove iniciativas sociais como missões e distribuição de marmitas para pessoas em vulnerabilidade
Em meio à pressão por provas, estágios, desempenho e decisões sobre o futuro profissional, um grupo de jovens universitários de Curitiba tem buscado um caminho diferente para enfrentar os desafios da vida acadêmica: a fé vivida em comunidade. Por meio da Pastoral Universitária da Arquidiocese de Curitiba, estudantes de instituições como UFPR e UTFPR participam de encontros de oração, momentos de escuta, formação humana e também de ações solidárias que ultrapassam os muros da universidade. A proposta é simples: oferecer apoio espiritual, amizade e oportunidades concretas de serviço ao próximo.
A iniciativa tem atraído jovens que veem na espiritualidade não um afastamento da vida acadêmica, mas um suporte emocional e um sentido maior para essa fase marcada por incertezas e cobranças. “Na Missa e na Hora Eucarística eu encontro uma pausa em meio à correria. Isso me ajuda a reorganizar a vida e lembrar do que realmente importa”, conta o estudante Deyvison Lucas Ongaro Arcie. Para ele, a fé também precisa se traduzir em atitudes práticas. “Participar da entrega de marmitas para pessoas em situação de rua reforça que acreditar em Deus é agir.”
Além dos momentos de oração, o calendário de 2026 inclui missões, ações sociais, encontros de convivência e atividades formativas. A estudante Andressa Gruczka, da Pedagogia da UFPR, destaca o impacto comunitário da proposta. “A pastoral fortalece os laços de amizade e cria um espaço de apoio dentro da universidade. A gente percebe que não está sozinho.” Para muitos, essa rede de apoio faz diferença especialmente longe da família ou no início da vida adulta. Leonardo Rode Bretas, aluno de Engenharia Mecânica da UTFPR, vê na iniciativa um senso de pertencimento. “O convívio ajuda a formar uma verdadeira comunidade de universitários que enfrentam desafios parecidos. Isso sustenta a caminhada.”
As ações solidárias também se tornaram marca do grupo. Entre elas está a chamada “Marmita Solidária”, quando os estudantes preparam e distribuem refeições para pessoas em situação de vulnerabilidade social na cidade. “São experiências que mudam nosso olhar e nos tiram do comodismo”, afirma Maria Eduarda Padilha Bezerra. De acordo com a organização, a proposta é mostrar que a universidade pode ser também um espaço de desenvolvimento humano, espiritual e social — e que a fé pode caminhar junto com a formação acadêmica.
Com a divulgação das atividades previstas para 2026, novos estudantes têm procurado o grupo. “Muita gente chega achando que fé e universidade não combinam. Depois descobre que é justamente o que dá equilíbrio para essa fase da vida”, resume uma das participantes. As atividades são abertas a universitários de diferentes cursos e instituições.
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Por Setor Juventude da Arquidiocese de Curitiba