SEMEADOR
Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 1 – Número 31 – 16/11/2025
Vicariato para a Educação – Arquidiocese de Curitiba
“Naquele tempo, 5 algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: 6 “Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”. 7 Mas eles perguntaram: “Mestre, quando acontecerá isto? E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?” 8 Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ e ainda: ‘O tempo está próximo.’ Não sigais essa gente! 9 Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim.’ 10 E Jesus continuou: “Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. 11 Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu. 12 Antes, porém, que estas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. 13 Esta será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé. 14 Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa; 15 porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. 16 Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós. 17 Todos vos odiarão por causa do meu nome. 18 Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. 19 É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!”
Lc 21, 5-19
Entre pedras e promessas: a esperança!
1. Não absolutizar as pedras. Jesus relativiza o Templo para devolver o coração ao essencial. Em chave pedagógica: prédios importam, mas não salvam; números e planos de aula ajudam, mas não definem a dignidade de educandos e professores. O que permanece é o que for “construído na interioridade”: caráter, vínculos, sentido, fé… Aqui o gênero apocalíptico do Evangelho serve de lente para que percebamos já, no presente, o que vale para sempre!
2. Não vos assusteis! Ter esperança lúcida, não medo. As durezas das palavras do Evangelho deste domingo não devem nos incutir o medo religioso. São “cores fortes” escritas em tempos difíceis para firmar a confiança no Deus que não abandona e para educar o nosso olhar ao essencial. Em sala de aula, isso se traduz em não ceder ao discurso do caos: manter o foco no crescimento real dos estudantes e na cultura de cuidado que já podemos germinar aqui e agora.
3. Perseverar com sabedoria: a promessa para os educadores. “Eu vos darei palavras e sabedoria… pela vossa perseverança”. Perseverança pode ser confundida com teimosia cega; é, na verdade, discernimento evangélico que pode ser aplicado ao trabalho do educador: reconhecer limites, ler a realidade concreta (turmas, recursos, feridas dos educandos e das famílias) e deixar-se guiar pelos sonhos que Deus desperta na vocação de ensinar. Isso sustenta a paciência pedagógica e a criatividade humilde de cada dia.
Para meditar ao longo da semana
1. Quais “pedras” (estrutura, burocracia, números…) eu tenho absolutizado a ponto de perder de vista o essencial do universo educativo?
2. Em quais narrativas de medo eu entro com facilidade? O que mudo quando releio a existência com esperança em meio das lutas ideológicas e fake news?
3. Que desejos e sonhos Deus reacende hoje na minha missão de educar?
Vivência concreta
1. Roda de escuta e sentido: promover espaços em que a turma e a equipe escolar partilhem aprendizados significativos e gestos de cuidado, nomeando “pedras que constroem esperança”.
2. Diário de esperança: registrar, individual ou coletivamente, pequenas fidelidades do cotidiano, sinais de esperança do mundo escolar (um aluno alcançado, um conflito mediado, um material que deu certo!) e agradecer pelos sinais de crescimento.
3. Informar-se sobre os GEPEs e ingressar em um grupo de partilha, participar do Cuidando de quem cuida promovido pelo Vicariato para a educação ou iniciar a formação para ser um educador missionário (mande um whatsapp pra gente: 99775-0179).