A Arquidiocese de Curitiba celebrou, com profunda espiritualidade, a Missa de encerramento do Ano Jubilar 2025, reunindo fiéis, clero e lideranças pastorais em um momento de ação de graças e renovação do compromisso cristão.
A celebração eucarística foi presidida por Dom José Antônio Peruzzo, arcebispo de Curitiba, e concelebrada pelos bispos auxiliares Dom Adenis de Oliveira e Dom Zico.
Em sua homilia, Dom Peruzzo destacou que a esperança cristã está intrinsecamente ligada à misericórdia e à reconciliação, recordando o ensinamento do apóstolo Paulo. Segundo o arcebispo, a esperança não se resume a uma espera passiva ou à expectativa de que tudo aconteça conforme o próprio desejo, mas exige uma postura ativa:
“Sempre que Paulo fala de esperança, ele a associa à misericórdia e à reconciliação. Não se trata de esperar que as coisas aconteçam conforme o nosso agrado, mas de agir positivamente para que, nos contextos de reconciliação e de paz, a esperança tenha o sentido de quem está à procura de Deus, sabendo que Ele se deixa encontrar.”
Ao refletir sobre o significado do encerramento do Ano Jubilar, Dom Peruzzo ressaltou que, embora o Jubileu tenha um tempo determinado, a vocação cristã permanece:
“Termina o Ano Jubilar, mas não termina a nossa vocação ao Batismo e à santidade. O Ano Jubilar é uma categoria impressa no tempo, que tem começo e fim; porém, Deus existe desde sempre e jamais terá fim.”
O arcebispo também convidou os fiéis a reconhecerem a vida como dom e missão, lembrando que cada pessoa é chamada a ser sinal concreto da ternura divina no mundo:
“Por isso, cada homem e cada mulher é chamado a ser retrato das ternuras de Deus enquanto viver, pois a vida é um dom.”
A homilia ainda trouxe uma forte mensagem de esperança para o tempo que se inicia, iluminada pela perspectiva bíblica da criação contínua de Deus:
“Cada ano que passa não significa apenas o encerramento de um período difícil ou fácil, mas um novo começo que nos é prometido. Na perspectiva bíblica, cada novo dia é como se o Criador quisesse criar tudo novamente, pois percebeu que tudo é muito bom.”
Por fim, Dom Peruzzo recordou que Deus não exige perfeição, mas deseja corações disponíveis ao amor, capazes de refletir o cuidado que vem do alto:
“O Senhor não quer a perfeição de nenhum de nós, sabe do que somos feitos, mas gostaria muito que soubéssemos perceber que nossa capacidade de amar é uma maneira de transfigurar os carinhos que procedem do alto.”
A Missa de encerramento do Ano Jubilar 2025 aconteceu na Catedral Basílica Menor, no último dia 28 de dezembro, reafirmando o chamado da Igreja a seguir vivendo, no cotidiano, os frutos desse tempo de graça: esperança, reconciliação, misericórdia e compromisso com a santidade, como expressão concreta da fé cristã no mundo.
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