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Escapulário de Nossa Senhora do Carmo: o que significa?

Hoje, 16 de julho, dia em que a Igreja celebra Nossa Senhora do Carmo, a Arquidiocese de Curitiba traz uma

Escapulário de Nossa Senhora do Carmo: o que significa?

Hoje, 16 de julho, dia em que a Igreja celebra Nossa Senhora do Carmo, a Arquidiocese de Curitiba traz uma reflexão sobre um bonito sinal de proteção mariano: o Escapulário do Carmo.

 

escapulario

 

Pe. Jonacir Francisco Alessi, Pároco e Reitor do Santuário Nossa Senhora de Fátima

 

“Vivemos num mundo feito de realidades materiais cheias de simbolismo: a luz, o fogo, a água… Existem também, na vida de cada dia, experiências de relação entre os seres humanos que exprimem e simbolizam coisas mais profundas, como partilhar uma refeição (sinal de amizade), participar numa manifestação (sinal de solidariedade) e celebrar juntos um feriado nacional (símbolo de identidade). Temos a necessidade de sinais ou símbolos que nos ajudem a compreender e a viver os acontecimentos de ontem e de hoje.

Jesus é o grande dom e sinal do amor do Pai. Jesus se serviu ainda de muitos sinais – o pão, o vinho, a água, imposição de mãos, óleo, alianças – para nos fazer compreender realidades superiores que não vemos nem tocamos. Para além dos sinais litúrgicos, existem na Igreja outros sinais, ligados a um acontecimento, a uma tradição ou a uma pessoa. Um deles é o Escapulário do Carmo.

Foi em 16 de julho de 1251 que Nossa Senhora, aparecendo ao Superior Geral dos Carmelitas, Frei Simão Stock – hoje santo -, lhe entregou o escapulário dizendo: “Recebe, meu filho, este escapulário da tua Ordem, como sinal distintivo da Minha Confraria, e selo do privilégio que obtive para ti e para todos os Carmelitas. O que com ele morrer, não padecerá o fogo Eterno. Este é um sinal de Salvação, uma salvaguarda nos perigos e promessa de paz e de aliança eterna”.

O Escapulário mergulha as suas raízes na tradição da Ordem, que o recebeu como sinal de proteção materna de Maria. Partindo dessa experiência, ele contém em si mesmo um sentido espiritual aprovado pela Igreja: representa o compromisso de seguir Jesus como Maria, o modelo perfeito de todo o discípulo de Cristo. Este compromisso tem a sua origem no batismo que nos transforma em filhos de Deus.

O ato de receber o escapulário deve ser feito por imposição de um sacerdote ou diácono. Durante a cerimônia, deve ser usado o Escapulário do Carmo na sua forma tradicional, isto é, aquele feito de tecido e de cor marrom, o qual só depois pode ser substituído por uma medalha apropriada, conforme autorização concedida em 1910 pelo Papa São Pio X.

O uso do escapulário não dispensa os Sacramentos – que são os meios instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo como via normal para nos santificar – nem dispensa da prática das virtudes. Não coloca no céu as almas em pecado mortal, mas ajuda a bem receber os sacramentos, a levar alma à conversão e a perseverar no bem. Ajuda a sair do estado de pecado mortal onde houver um mínimo de boa vontade.

O escapulário do Carmo é um dom misericordioso do Céu, obtido por intercessão da nossa Mãe de Misericórdia, já que os justos e os pecadores custaram o Sangue de Jesus e as Lágrimas e Dores de Maria Santíssima.

Levemos o escapulário do Carmo com muita convicção de fé e experimentaremos a constante proteção física, espiritual e moral da Virgem Maria Nossa Senhora do Carmo, rezando todos os dias o terço, – como Maria pediu em Fátima. Na última aparição, no dia 13 de outubro de 1917, Nossa Senhora mostrou-se aos pastorinhos com o escapulário do Carmo nas mãos”.

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