O Projeto Moradia Digna nasce como uma resposta concreta ao chamado do Jubileu dos Peregrinos da Esperança, idealizado pelo Papa Francisco. Desde 2020, quando foi lançado em 13 países com a missão de construir moradias para pessoas em situação de vulnerabilidade, o projeto tem se destacado pela força da solidariedade. O Brasil foi um dos escolhidos para integrar essa iniciativa, com a cidade de Curitiba assumindo papel de destaque.
No início, foi solicitada a construção de quatro casas. Uma delas marcou profundamente a história do projeto: a entrega da moradia ao Cléver, ex-morador de rua, que recebeu as chaves de seu novo lar diretamente das mãos do Papa Leão XIV, em uma audiência especial. O gesto simbolizou não apenas a realização de um sonho, mas também o compromisso da Igreja com a dignidade humana.
Mantido por recursos próprios, doações de voluntários e o empenho das irmãs vicentinas (Filhas da Caridade), o projeto cresceu para muito além do previsto. Até o momento, já foram construídas 24 casas em diversas cidades, como Colombo, Itaperuçu, Almirante Tamandaré, Rio Branco do Sul, Palmas e Foz do Iguaçu. Além disso, sete telhados foram reformados, garantindo mais segurança e conforto às famílias atendidas.
Mais do que uma ação social, o Moradia Digna é um testemunho vivo de esperança. A partir da dedicação conjunta entre irmãs e voluntários, o projeto promove transformação real e reafirma o compromisso com uma sociedade mais justa, humana e solidária. Cada casa construída é também um sinal de que a dignidade pode e deve ser construída tijolo por tijolo.