Neste Domingo de Ramos, 29 de março, fiéis de todo o Brasil são convidados a participar da Coleta Nacional da Solidariedade, gesto concreto da Igreja no tempo da Quaresma que expressa a partilha e o compromisso com os mais necessitados. Em todas as comunidades, as doações realizadas durante as celebrações serão destinadas ao apoio de projetos sociais em todo o país, por meio dos Fundos de Solidariedade. Na Arquidiocese de Curitiba, parte desses recursos é direcionada ao Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS), que já está com inscrições abertas para o edital de 2026. A iniciativa busca incentivar e apoiar ações concretas de enfrentamento às vulnerabilidades sociais, em sintonia com a Campanha da Fraternidade, que neste ano propõe a reflexão sobre o tema “Fraternidade e Moradia”.
De acordo com a coordenadora geral da campanha na Arquidiocese, Salete Bez, o edital contempla uma ampla diversidade de iniciativas. “Podem ser inscritos projetos voltados ao combate à fome, geração de renda, capacitação profissional, ações socioambientais, atividades educativas, culturais e também iniciativas na área da saúde, especialmente aquelas direcionadas às populações mais vulneráveis”, explica.
Podem participar paróquias, comunidades, pastorais, organismos da Igreja e também organizações da sociedade civil que atuem na área de abrangência da Arquidiocese de Curitiba, que compreende, além da capital, municípios da Região Metropolitana, como Almirante Tamandaré, Colombo, Pinhais, Campo Largo, Campo Magro, entre outros. Mesmo que a instituição tenha sede em outra localidade, o projeto precisa ser desenvolvido dentro desse território.
O edital permite a inscrição de mais de um projeto por proponente, porém apenas um poderá ser contemplado. “É importante que cada proposta seja bem estruturada, com objetivos claros e alinhamento às diretrizes do Fundo Diocesano de Solidariedade”, ressalta Salete.
A seleção será realizada por um conselho gestor, que levará em consideração critérios como coerência com a temática da Campanha da Fraternidade, relevância social, viabilidade técnica e financeira, clareza no planejamento e capacidade de execução. A prestação de contas também é um dos pontos fundamentais no processo de avaliação.
Segundo a coordenadora, não é necessário que o projeto já esteja em andamento. “Tanto iniciativas já existentes quanto projetos novos podem ser inscritos. O essencial é que tenham consistência, impacto social e condições reais de serem executados”, afirma.
O período para submissão de propostas segue até o dia 10 de abril de 2026. Para aqueles que desejam participar, mas ainda têm dúvidas sobre a elaboração dos projetos, a Arquidiocese oferece suporte com orientações, modelos de documentos e acompanhamento técnico.
Mais do que uma contribuição financeira, a Coleta Nacional da Solidariedade é um convite à vivência concreta da caridade cristã. Ao participar, cada fiel colabora diretamente para a transformação da realidade de muitas famílias, promovendo dignidade e esperança.
Mais informações e o acesso ao edital podem ser obtidos nos canais oficiais da Arquidiocese de Curitiba.